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Subida do salário mínimo pode aumentar preços do pão

Foto: REUTERS/Tony Gentile
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As empresas de panificação admitem aumentar o preço do pão para repercutir a subida do salário mínimo (SMN), que passou este mês para 557 euros

Salários pesam entre 45 a 55% nos custos de produção, diz Associação dos Industriais de Panificação, Pastelaria e Similares de Lisboa (AIPL), pelo que o simples aumento do salário mínimo em 5% terá impacto de mais 2,5% nos custos de produção.

Estas contas levam a AIPL a admitir um acréscimo de 2,5% dos custos de produção, que poderá levar ao aumento dos preços dos produtos finais, daí que a associação, representante das padarias dos distritos de Lisboa, Santarém, Setúbal, Leiria e Évora veja “com apreensão a repercussão do aumento do Salário Mínimo Nacional (SMN) nesta indústria”.

“No nosso setor, só os salários pesam entre 45 a 55% nos custos de produção, pelo que um aumento do SMN em 5% reflete-se num acréscimo dos custos de produção da ordem dos 2,5%”, disse a associação numa nota de imprensa.

A AIPL lembrou ainda “que há aumentos de outros Fatores de Produção (luz, água, combustíveis, entre outros)”. “A AIPL vê com muita dificuldade que as empresas do setor consigam sobreviver sem ter que proceder a atualizações dos preços dos seus produtos finais”, concluiu a associação.

O SMN passou no início do mês para os 557 euros, sendo acompanhado de um desconto da taxa social única (TSU) de 1,25 pontos percentuais a cargo dos empregadores.

A posição tomada hoje pela AIPL surge, no entanto, em oposição à posição assumida antes pela Associação do Comércio e da Indústria de Panificação, Pastelaria e Similares que, no final de 2016, antecipava que o preço do pão deveria ficar inalterado este ano.

Atualmente uma carcaça média custa entre oito e 12 cêntimos e, defendeu então a ACIP, estes valores devem manter-se independentemente dos custos com a incorporação do aumento do salário mínimo, com esta associação a admitir um aumento apenas no caso de uma subida dos custos com farinhas.

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