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Autarca diz que Estudo de Impacte Ambiental viabiliza novo aeroporto

O aeroporto e a ponte Vasco da Gama. (DR)
O aeroporto e a ponte Vasco da Gama. (DR)

O presidente da Câmara do Montijo salientou que existem riscos que são necessários minimizar que passam pela existência de aves no local, por exemplo.

O presidente da Câmara do Montijo, Nuno Canta, afirmou esta quarta-feira à Lusa que o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) viabiliza a construção do novo aeroporto complementar de Lisboa na base aérea n.º 6.

“Recebi um contacto da ANA a informar que vai entregar em breve ao Governo o EIA, um estudo essencial para fundamentar a escolha do Montijo. A informação que recebei é que o estudo viabiliza o novo aeroporto no Montijo, considerando que é viável e adequado”, declarou à agência Lusa.

Nuno Canta (PS) salientou que existem riscos que são necessários minimizar, que passam pela existência de aves no local, pela necessária gestão das pescas, o ruído dos aviões ou o aumentar do tráfego automóvel.

“Sempre estivemos envolvidos no processo de modo a garantir que a escolha fosse o Montijo e os estudos mostraram que esta é a melhor escolha entre as várias soluções. Existem uma série de elementos que são necessários para minimizar os impactos e os riscos”, salientou.

O jornal de Negócios avançou esta quarta-feira que ANA vai entregar esta semana ao Governo o Estudo de Impacte Ambiental para o projeto do futuro aeroporto complementar de Lisboa, o qual não aponta qualquer impedimento e considera pouco significativa a grande maioria dos impactos analisados.

O autarca do Montijo frisou que já foram realizadas várias reuniões entre as partes envolvidas no processo e que algumas exigências da autarquia, ao nível de infraestruturas e equipamentos, que já estão “muito perto de estar consensualizadas”.

“O EIA defende também que as deslocações entre o aeroporto e Lisboa se devem basear no transporte fluvial e é uma oportunidade para a sustentabilidade da Transtejo. Está ainda em análise ligações fluviais entre os municípios do arco ribeirinho”, disse.

Nuno Canta frisou que o calendário do processo do novo aeroporto na base aérea n.º 6 está a ser cumprido e que, após ser entregue o estudo ao Governo, este será enviado para a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), que o vai analisar.

“Já não estamos a falar de um aeroporto para as ‘low-cost’, mas sim de um novo aeroporto a ser construído no Montijo, complementar a Lisboa, com capacidade para todos os voos entre as cidades europeias”, disse.

O Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal assinaram um memorando de entendimento para “estudar aprofundadamente” a solução de um aeroporto complementar no Montijo para aumentar a capacidade do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

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