Autoeuropa: Carta aberta aos parceiros irrita CGTP

OEx-presidente do CES pediu aos parceiros sociais para tomarem posição sobre a postura da CGTP na Autoeuropa. A central não gostou.

Inaceitáveis e intoleráveis. Foi desta forma que a CGTP respondeu à carta aberta que Silva Peneda, ex-ministro do Trabalho e da segurança social dos governos de Cavaco Silva e antigo presidente do Conselho Económico e Social (CES), enviou aos parceiros sociais pedindo-lhes para "tomarem uma posição clara sobre a postura da CGTP no processo da Autoeuropa e da própria concertação social".

A CGTP considera o teor da carta e as"dissertações" de Silva Peneda ofensivas e intoleráveis e entende que da "mais uma voz" aos interesses do "patronato e das grandes empresas".

"Os mesmos que, tal como ele, defendem a continuação de uma legislação que torna os despedimentos mais fáceis e baratos, desregula os horários para pôr os trabalhadores a trabalhar mais e a receber menos, procura substituir a contratação coletiva pela negociação individual para cortar direitos e reduzir salários, generaliza a precariedade para aumentar a riqueza de uns tantos à custa da exploração e do empobrecimento de muito", refere a CGTP em comunicado.

E acrescenta que é esta situação que leva "a maioria da sociedade portuguesa a reclamar urgência da revogação das normas gravosas da legislação do trabalho".

A CGT afirma ainda dispensar ensinamentos sobre a forma de intervir na "Autoeuropa, na Gamax, na Ricon ou em qualquer outra empresa onde os direitos dos trabalhadores são postos em causa".

Os parceiros sociais reúnem-se esta quarta-feira, tendo como tema central da agenda a continuação da análise dos dados que constam da atualização do Livro Verde das Relações Laborais.

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