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Avaliação das casas no Porto aumenta 286 euros num ano e mais de 600 desde 2014

Foto: Fábio Poço/Global Imagens
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Na região de Lisboa, a avaliação bancária das casas na Amadora, Loures e Odivelas disparou mais de 40% desde a saída da troika

A avaliação bancária das casas em Portugal voltou a bater recordes em outubro. Em Lisboa e no Porto, o preço que os bancos atribuem ao metro quadrado dos imóveis chega a subir mais de 200 euros em 12 meses. Se a comparação for feita a quatro anos, remontando ao ano em que a troika saiu de Portugal, os aumentos chegam perto dos 50%.

Os dados publicados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que em outubro, o metro quadrado na cidade de Lisboa estava avaliado em 2131 euros, tendo aumentado 25 euros num ano. O valor irrisório quando comparado com a subida na cidade do Porto. No mesmo espaço de 12 meses, a avaliação bancária das habitações disparou 286 euros, para 1823 euros por metro quadrado.

Em Lisboa é notória, aliás, uma estagnação dos preços no último ano. A avaliação bancária atingiu o pico em junho, nos 2216 euros. No mês seguinte caiu para 2175 euros e em setembro voltou a recuar para os 2130.

No Porto a avaliação do metro quadrado no último ano registou subidas mais expressivas. Arrancou em outubro de 2017 nos 1537 euros. Continuou a subir nos meses seguintes, oscilando entre os 1600 e 1700 euros. De setembro para outubro deste ano ultrapassou a fasquia dos 1800 euros.

As cidades da Área Metropolitana do Porto também não escaparam ao aumento. Num ano, a avaliação das casas em Matosinhos aumentou 160 euros e em Vila Nova de Gaia a subida foi de 119 euros.

A análise a 12 meses na região de Lisboa também revela subidas expressivas nas cidades dos arredores. O metro quadrado em Loures ficou 243 euros mais caro. Segue-se Cascais com um acréscimo de 233 euros e Odivelas, com mais 230 euros. Na Amadora o aumento foi de 14%, ou 207 euros.

Amadora mais cara

Os dados do inquérito, que é feito com base nos pedidos de crédito para a compra de casa, revelam que a escalada da avaliação do metro quadrado acentuou-se a partir de 2014, ano em que a troika saiu de Portugal.

Na cidade do Porto, em quatro anos, o valor disparou 50%, ou 606 euros. Em Matosinhos subiu 385 euros e em Vila Nova de Gaia o metro quadrado é agora avaliado em mais 264 euros.

No distrito de Lisboa foram vários os concelhos onde as subidas ultrapassaram os 40%. A subida mais expressiva aconteceu na Amadora, onde os bancos passaram a avaliar as casas em mais 48%, ou 532 euros.

Em Cascais, Loures, Odivelas e Oeiras a avaliação do metro quadrado também disparou mais de 40% e mais de 500 euros em quatro anos. Outros concelhos, como Almada, Setúbal ou Sintra também registaram subidas superiores a 30%, com o valor a disparar mais de 300 euros. Na cidade de Lisboa o aumento foi menor: face a 2014 a avaliação bancária das casas subiu 22% e 385 euros.

O Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação é feito com base na recolha de dados dos “alojamentos que são objeto de financiamento bancário e em cujo processo há lugar a uma avaliação técnica de cada imóvel”, como explica o INE.

São recolhidos os dados de oito instituições financeiras, sendo que o inquérito cobre cerca de 90% do montante total de crédito à habitação concedido”.

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