Habitação

Avaliação das casas subiu 234 euros desde o pico da crise

(Fábio Poço/Global Imagens)
(Fábio Poço/Global Imagens)

Valor atribuído pelos bancos ao metro quadrado não para de subir há 20 meses. Porto regista maior aumento.

Em março de 2013 mais de um milhão de portugueses saíram à rua em protesto contra a troika. Foi também nesse mês que o valor que os bancos atribuem às casas bateu no fundo: 981 euros por metro quadrado. Desde então, tem vindo a subir. Em novembro atingiu um máximo histórico: 1215 euros, mais 23%, ou 234 euros, em comparação com o pico da crise.

Os números revelados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) são calculados com base nos pedidos de crédito para a compra de casa. Os dados revelam que, no período em análise, foi no Porto que se registou a subida mais expressiva. A média da avaliação bancária na invicta está nos 1841 euros por metro quadrado. Em março de 2013 não chegava aos 1300 euros. Em menos de seis anos o aumento foi de 556 euros.

Em Lisboa a subida foi menos expressiva. No mês passado a média da avaliação do metro quadrado na capital era de 2161 euros. Em março de 2013 a tabela do INE marcava menos 381 euros. E ao contrário do que aconteceu com a média nacional, em novembro de 2018 a avaliação das casas não bateu recordes em Lisboa. O valor máximo foi atingido em julho deste ano, quando o metro quadrado da capital foi avaliado pelos bancos em 2216 euros, em média.

A nível nacional, novembro foi mês de recordes mas também de um abrandamento no ritmo da subida dos preços das habitações. Os 1215 euros registados significam que o aumento mensal foi de três euros. Em outubro o acréscimo tinha sido de 7 euros. Ainda assim, é de salientar que a avaliação das casas não para de crescer há 20 meses, desde abril do ano passado.

A maior subida mensal teve lugar nos Açores, onde a avaliação do metro quadrado cresceu 0,7%. Já no Alentejo registou-se uma quebra de 1,5%. Algarve, Lisboa, Madeira e Alentejo Litoral continuam a registar valores acima da média nacional. No extremo oposto está a região das Beiras e Serra da Estrela, onde a avaliação bancária das habitações está 32% abaixo da média.

A avaliação dos apartamentos manteve-se face a outubro, nos 1277 euros, enquanto a das moradias aumentou cinco euros para 1115 euros.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Combustíveis

Encher o depósito para ir de férias fica mais barato: combustíveis descem preços

Combustíveis

Encher o depósito para ir de férias fica mais barato: combustíveis descem preços

Foto: Paulo Spranger

Contadores inteligentes acabam com estimativas na conta da luz

Outros conteúdos GMG
Avaliação das casas subiu 234 euros desde o pico da crise