Baixar custos no topo das preocupações

Foto: Reuters
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A redução de custos é a principal prioridade dos empresários em 2013. Tudo em nome da melhoria da eficiência operacional das suas empresas. No 16º inquérito anual global a CEO, da responsabilidade da

PricewaterhouseCoopers International, 70% dos inquiridos planeiam tomar iniciativas de redução de custos, sendo que 77% admite já o ter feito nos últimos 12 meses.

Só 47% dos inquiridos – a sondagem contou com 1330 respostas de 68 países em todo o mundo – pretende estabelecer uma nova aliança estratégica ou joint venture e 31% diz que irá proceder ao outsourcing de processos ou funções.

O que não significa, diz a PwC, que os empresários não estejam conscientes do valor dos recursos humanos para o sucesso dos seus negócios. Bem pelo contrário, assegura, já que 45% dos inquiridos pretender aumento o número de funcionários em 2013, um valor inferior aos 51% que o referiram em 2012. Já 48% dos
inquiridos este ano diz que contratou funcionários nos últimos 12 meses, enquanto 25% diz que os recursos humanos se mantiveram ao mesmo nível. Refira-se que há 23% a assumir a intenção de despedir.

E quais os sectores com propensão para contratar? Os serviços (56%), a engenharia e construção (52%), o
retalho (49%) e os cuidados de saúde (43%), refere o inquérito. Já a banca (35%), as indústrias
metalúrgicas (32%) e a fileira da madeira e do papel (31%) são as que
têm mais CEO a planear despedir trabalhadores.

A falta de mão de obra qualificada é uma
preocupação referenciada por 58% dos inquiridos em todo o mundo, sendo que a questão se coloca de forma mais acutilante nas pequenas empresas e
em zonas de grande potencial de crescimento como África, Médio Oriente e
Ásia-Pacífico, refere a PwC.

Em termos sectoriais, a questão preocupa
sobretudo os industriais mineiros (75%), de engenharia e construção
(65%), comunicações (65%), tecnologia (64%) e nos seguros (64%).

Os dados são do 16.º inquérito global anual a CEO mostram, ainda, que apenas
17% dos inquiridos planeiam avançar com fusões e aquisições.A palavra de
ordem é investir pouco, mas bem, e consolidar os recursos para
maximizar as probabilidades de sucesso.

E, por isso, 68% dos CEO inquiridos dizem estar focados em iniciativas cuidadosamente selecionadas. No que a oportunidades de negócio diz respeito, quase metade dos empresários diz-se apostado em crescer “dentro dos mercados existentes”, e só 25% admite desenvolver novos produtos.

Dos 17% que admitem crescer pela via das fusões e aquisições, a América do Norte e a Europa Ocidental são os alvos preferenciais. A lógica é a de aproveitar tempos difíceis para encontrar pechinchas eventuais, salienta a PwC.

Quanto a regiões com maior potencial de crescimento, 31% dos empresários referem a China e 23% os Estados Unidos. segue-se o Brasil (15%), a Alemanha (12%), a Índia (10%) e a Indonésia (7%) que consta do top ten pela primeira vez. Importante a ter em conta é que a escolha da China sobe para 45% entre as empresas de maior dimensão (com faturação acima de 10 mil milhões de dólares, ou seja, 7,51 mil milhões de euros) e os Estados Unidos caem para 20%.

Quase metade dos empresários encaram as alterações nos padrões de consumo como uma séria ameaça ao seu negócio. Não admira, por isso, que 82% dos inquiridos admita introduzir alterações nas suas estratégias de crescimento e retenção de clientes e que 51% classifique mesmo como primeira prioridade para os próximos 12 meses o aumento da sua base de clientes.

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