Imobiliário

Banco de Portugal vê sinais de sobrevalorização no preço das casas

Fotografia: Global Imagens
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O supervisor notou que na segunda metade do ano passado começaram a surgir sinais de subidas excessivas no preço do imobiliário.

Os preços do mercado imobiliário começam a dar sinais de sobrevalorização, segundo o Banco de Portugal. O supervisor nota que a subida dos preços está mais associada ao investimento de estrangeiros do que à atuação dos bancos na concessão de crédito.

“O crescimento dos preços no segmento imobiliário residencial tem sido particularmente forte”, observa a instituição liderada por Carlos Costa no Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado esta quarta-feira. O supervisor detalha que “na segunda metade de 2017 começaram a surgir alguns sinais, embora muito limitados, de sobrevalorização dos preços neste segmento”.

A subida dos preços, alimentada pelo interesse de investidores internacionais, ate pode ter sido uma ajuda para os bancos portugueses em reduzir crédito malparado e em vender imóveis que tinham nos balanços. Mas o mercado ficou mais sensível ao apetite dos investidores estrangeiros, que está dependente de fatores externos.

Captura de ecrã 2018-06-06, às 12.04.11

O Banco de Portugal avisa que “muito embora os bancos portugueses não estejam a ser os principais dinamizadores do mercado imobiliário, um eventual decréscimo acentuado de preços neste mercado teria efeitos negativos sobre o setor bancário, condicionando a venda dos imóveis detidos pelas instituições de crédito e, por outro, dificultando a diminuição dos NPL [crédito malparado] associados a crédito garantido por imóveis”.

Em Portugal, a recuperação dos preços está acima de vários países europeus. “Entre o segundo trimestre de 2013 e o quarto trimestre de 2017, os preços aumentaram, em Portugal, em termos reais, a um ritmo superior ao observado em países como Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, França e Países Baixos”, refere o supervisor.

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A fórmula para as subidas dos preços

O Banco de Portugal explica que existe um conjunto de fatores que alimentou a subida dos preços do imobiliário. “A evolução recente dos preços tem sido suportada por fatores como o aumento do rendimento disponível das famílias e a redução do desemprego, assim como pela dinâmica do turismo, que tem motivado a procura específica relacionada com o alojamento local”, observa o supervisor.

A persistência de taxas de juro muito baixas por um período prolongado tem também contribuído para um aumento de procura de imobiliário por parte de investidores, como alternativa aos depósitos a prazo ou a outros ativos financeiros.

Além disso, o Banco de Portugal nota que os juros baixos também têm ajudado os preços dos imóveis a subir. O superviso diz que “a manutenção de condições favoráveis de financiamento, num contexto de permanência das taxas de juro em níveis historicamente baixos, bem como de critérios menos restritivos de concessão de crédito” também beneficiam os preços.

A instituição acrescenta que “a persistência de taxas de juro muito baixas por um período prolongado tem também contribuído para um aumento de procura de imobiliário por parte de investidores, como alternativa aos depósitos a prazo ou a outros ativos financeiros”.

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