Economia

Banco Mundial baixa previsão de crescimento da China para 6,2% em 2019

Presidente da China, Xi Jinping. REUTERS/Carlos Jasso
Presidente da China, Xi Jinping. REUTERS/Carlos Jasso

O Banco Mundial baixou a sua previsão de crescimento económico da China - segunda economia mundial - para 6,2% em 2019.

O Banco Mundial (BM) manteve as suas perspetivas de crescimento para a economia chinesa, este ano, em 6,5%, e baixou a sua previsão, para o próximo ano, para 6,2%, segundo um relatório hoje publicado.

Na apresentação do relatório “Atualização Económica da China”, a instituição previu que a economia chinesa cresça 6,2%, em 2019 e 2020, face à guerra comercial com os Estados Unidos e as dificuldades de Pequim em reformar a estrutura económica do país.

O estudo indicou que, enquanto os líderes chineses se esforçam para reequilibrar a economia, o ritmo de crescimento deverá desacelerar, nos próximos dois anos, ainda que se mantenha acima de muitas economias asiáticas.

Em maio, o Banco Mundial previu um crescimento de 6,3%, para os anos 2019 e 2020.

O documento apontou como principais desafios do país “gerir os ventos contra o comércio” e, simultaneamente, avançar com as reformas para reduzir riscos financeiros.

A instituição com sede em Washington estimou que o consumo será o principal motor de crescimento da economia chinesa, face à redução do investimento, após uma década em que a dívida do país quase duplicou, e face à queda na procura global e aumento das taxas alfandegárias impostas por Washington sobre bens chineses.

“O crescimento das exportações dos produtos chineses atingidos por taxas alfandegárias de 25%, nos EUA, abrandou significativamente, mas nos produtos com 10% manteve-se robusto”, detalhou.

O BM afirmou que o impacto direto da guerra comercial está a ser relativamente limitado, mas que a longo prazo será maior, o que teria consequências para o comércio global.

A instituição apelou à China para se “esforce no sentido de aliviar as preocupações dos seus sócios comerciais”, como a proteção da propriedade intelectual e transferência forçada de tecnologia.

O relatório advertiu ainda para os riscos financeiros causados pela queda nas praças financeiras chinesas, de mais de 20%, desde o início do ano, e a desvalorização da moeda chinesa, o yuan, de quase 6%, face ao dólar norte-americano, durante o mesmo período.

Nos últimos meses, Pequim reduziu o rácio das reservas obrigatórias dos bancos, para estimular o crédito, adotou incentivos fiscais para as empresas e impulsionou os gastos dos governos locais.

“Para estimular a economia, a política fiscal deve centrar-se no aumento do consumo das famílias, em vez do investimento público, que poderá dificultar uma melhor alocação dos recursos”, recomendou o Banco Mundial.

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