Lei Laboral

Banco Mundial defende redução de salários mínimos para combater robots

A automatização é já uma realidade em muitos setores industriais. Fotografia: Reuters
A automatização é já uma realidade em muitos setores industriais. Fotografia: Reuters

Mais flexibilidade para contratar e despedir é outra das soluções apontadas pelo Banco Mundial.

O Banco Mundial defende a redução dos salários mínimos, ou mesmo a sua extinção, como medida para combater o impacto da automatização no mercado laboral. No esboço do “Relatório de Desenvolvimento Mundial para 2019”, o Banco Mundial sublinha que salários mínimos elevados têm mais custos e diminuem o emprego.

No mesmo documento, o organismo defende uma maior liberalização do mercado de trabalho. Para o Banco Mundial, os empregadores devem ter mais mais liberdade para contratar e despedir, e as indemnizações por despedimento devem baixar.

Ainda assim, os autores do documento consideram “largamente exagerada” a ameaça dos robots para o emprego. “Cenários catastróficos em que robots substituem humanos, empobrecendo os trabalhadores, agitam sempre a sociedade. Mas os criadores desses cenários são tão visionários que muito poucas das suas previsões se tornaram verdadeiras”, diz o documento.

O relatório reconhece, no entanto, que haverá perdas de postos de trabalho com uma maior utilização de robots em alguns setores, mas criará também oportunidades para a criação de emprego. O Banco Mundial destaca a importância da requalificação dos trabalhadores afetados pela automatização da economia.

O Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional terminam hoje as jornadas “Encontros da Primavera”, nos EUA.

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