competitividade

Banco Mundial mudou “injustamente” relatórios sobre o Chile

Santiago do Chile
Santiago do Chile

O Banco Mundial alterou as metodologias de cálculo de um dos seus relatórios de forma "injusta e enganosa" durante vários anos.

O Banco Mundial alterou as metodologias de cálculo de um dos seus relatórios de forma “injusta e enganosa” durante vários anos, o que afetou a posição do Chile quanto a competitividade empresarial, informou hoje The Wall Street Journal.

O economista-chefe do Banco Mundial (BM), Paul Romer, declarou ao jornal que vai corrigir a situação e recalcular os ‘rankings’ de competitividade nos negócios que constam do relatório “Doing Business” dos últimos quatro anos, período que coincidiu com o mandato da presidente Michelle Bachelet.

Romer acrescentou que a revisão vai afetar o Chile, cuja posição nessa lista foi “particularmente volátil” nos últimos anos devido a “motivações políticas” do Banco Mundial.

Segundo o mesmo responsável, as alterações na metodologia de cálculo “penalizaram fortemente” a posição do Chile no mandato mais recente de Bachelet e as correções vão centrar-se nisso.

“Quero pedir desculpas ao Chile e a qualquer outro país ao qual possamos ter transmitido uma impressão errada”, disse Romer, que assumiu a “culpa” pelo ocorrido.

A posição do Chile na lista variou entre o número 25 e 57 desde o ano de 2006, um período em que alternaram no poder a socialista Bachelet e o conservador Sebastián Piñera.

No período de Bachelet a posição do Chile no ‘ranking’ deteriorou-se repetidamente, mas “subiu” com Piñera.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Dos blueprints  dos primeiros automóveis, ao topo dos carros elétricos atuais, de elon Musk, em homenagem, a Nikolas Tesla.
Ilustração: VITOR HIGGS

Automóvel. Em 20 anos do euro mudou tudo, menos a carga fiscal e o líder

João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços.
(Jorge Amaral/Global Imagens)

Vieira Lopes: “Metas do governo são realistas mas é preciso investimento”

A EDP, liderada por António Mexia, vai pagar o maior cheque de dividendos da bolsa nacional.

PSI20. Menos lucros mas o mesmo prémio aos acionistas

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Banco Mundial mudou “injustamente” relatórios sobre o Chile