Setor Agrícola

Barómetro. Investimento na agricultura tende a aumentar

Foto: D.R.
Foto: D.R.

Do total dos investidores ativos, 29% indicaram que irão aumentar o seu nível de investimento e 47% afirmaram que irão manter.

De acordo com o recente “Barómetro para o Setor Agrícola”, publicado pela Galucho e pela revista especializada no setor Abolsamia, no próximo ano o investimento em projetos agrícolas tem uma clara tendência para manter-se ou mesmo aumentar.

Do total dos investidores ativos, 29% indicaram que irão aumentar o seu nível de investimento e 47% afirmaram que irão manter. Menos de um quarto dos inquiridos (24%) afirma que irá diminuir os seus níveis de investimento, revela o Barómetro.

“Com estes dados, depreende-se a existência de um dinamismo positivo na agricultura com um potencial de investimento considerável. No panorama geral, a perspetiva positiva da maior parte dos inquiridos é suportada pelo indicador relativo aos planos de investimento para 2017”, pode ler-se no documento.

No que diz respeito à perspetiva do setor agrícola para os próximos três anos, a maioria dos inquiridos (58%) tem uma visão positiva do futuro. De facto, 5% tem uma muito boa perspetiva e 53% tem uma boa perspetiva para o setor. No entanto, 7% da amostra tem uma perspetiva muito negativa e 35% negativa. Assim, no total, 42% dos participantes tem uma visão negativa para a agricultura para os próximos três anos.

Diz o Barómetros que os participantes de uma faixa etária mais elevada são os mais pessimistas. Até aos 54 anos, as respostas positivas representam sempre a maioria. Contudo, a partir dos 55 anos, há uma maior descrença no setor, com a maioria das respostas a manifestar uma perspetiva negativa para os próximos três anos.

As respostas também divergem consoante o grau de escolaridade. Neste ponto, 58% dos licenciados respondem ter uma perspetiva positiva, todavia, o número sobe para os 70% para os participantes que têm mestrado/doutoramento. Inversamente, como grupo, quem tem menor escolaridade apresenta a opinião contrária. Ou seja, quanto maior o grau académico maior a tendência para perspetivar positivamente o futuro da agricultura.

O indicador com a pior performance é o que avalia a recomendação da atividade agrícola enquanto profissão, um parâmetro avaliado através da metodologia Net Promoter Score (NPS). De acordo com os resultados, 70% dos inquiridos apresentam reservas na altura de recomendar um futuro profissional ligado à agricultura. Somente 9% recomendaria a atividade agrícola como profissão. “Este é um dado preocupante que sugere a necessidade de uma aposta na promoção da atividade agrícola como opção de carreira de futuro”, refere o estudo.

Em conclusão, a perspetiva geral para o setor é positiva no curto/médio prazo, especialmente entre as camadas mais jovens e academicamente mais habilitadas. Ou seja, “pode concluir-se que o fulgor desta área de atividade reside junto dos mais jovens”.

Igualmente, existe uma intenção de investimento considerável para o setor. Todavia, a carreira agrícola não é percecionada como uma opção profissional recomendada, algo que deve ser trabalhado no futuro. Este barómetro será aplicado novamente em 2018 com o objetivo de traçar tendências e comparar resultados.

O estudo tem como objetivo avaliar o sentimento dos portugueses relativamente ao setor. A agricultura é um setor fundamental cujo desempenho, positivo ou negativo, afeta a economia nacional. Sobre ela recai a atividade de empresas que atuam em ramos tão diversificados como: o trabalho dos solos, a venda de equipamento, os serviços de apoio à agricultura, a investigação ao nível universitário, entre outros.

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