BBVA: Economia portuguesa deverá crescer 4% em 2021, acelerar para 5,1% em 2022

Segundo o BBVA Research, a atividade económica em Portugal sofreu uma desaceleração significativa no final de 2020 e no início deste ano, mas deverá recuperar nos próximos trimestres.

A economia portuguesa deverá crescer 4% em 2021 suportada nas políticas do Banco Central Europeu (BCE), no prolongar de uma política orçamental expansionista no "bom desempenho das exportações".

Esta é a previsão do BBVA Research, que espera ainda que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português acelere para 5,1% em 2022.

Segundo o BBVA Research, a atividade económica em Portugal sofreu uma desaceleração significativa no final de 2020 e início deste ano, mas deverá recuperar nos próximos trimestres.

Entre os restantes factores que deverão suportar o crescimento económico estão a "mudança na política orçamental dos EUA", bem como "a melhoria dos indicadores de saúde" e "o elevado nível de poupança acumulada", refere o BBVA num relatório com previsões para Portugal no segundo trimestre, divulgado esta quarta-feira.

Também vai ajudar o "impacto progresivo do NGEU" - NextGenerationEU -, o instrumento temporário de recuperação, no valor de 750 mil milhões de euros, para ajudar a reparar os danos económicos e sociais imediatos provocados pelas medidas adotadas pelos governos no âmbito da epidemia do novo coronavírus.

O BBVA lembra que o PIB português contraiu 7,6% em 2020, "apesar das políticas adotadas para conter o impacto negativo sobre o rendimento das famílias e o tecido produtivo".

"No final de 2020 e no início 2021, a atividade registou uma desaceleração significativa, sobretudo devido à deterioração observada nos indicadores de saúde em Portugal e na União Económica e Monetária", frisa o relatório do BBVA.

O BBVA nota que existem riscos para a recuperação da economia portuguesa, nomeadamente "as consequências da
crise no emprego e no tecido produtivo, a implementação dos projetos relacionados com o programa NGEU", bem como "o acordo sobre as reformas de que o país precisa". Adianta que "o controlo da doença e a velocidade do processo de vacinação" também podem ser riscos.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou na terça-feira o fim do estado de emergência no país, o que abre a porta a uma fase de maior atividade económica. Portugal esteve, no total, sob 15 estados de emergência e o confinamento da população decretado no início de 2021 gerou maiores constrangimentos sociais e económicos.

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