Política Monetária

BCE acaba com programa de compras. Mas promete juros baixos por mais tempo

Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Kai Pfaffenbach
Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Kai Pfaffenbach

O Banco Central Europeu vai deixar de fazer compras líquidas de ativos. Mas promete continuar a apoiar a economia com juros baixos.

O programa alargado de compra de ativos do Banco Central Europeu (BCE) vai terminar. A decisão já tinha sido sinalizada ao mercado por parte de Mario Draghi. Mas a autoridade monetária oficializou na reunião desta quinta-feira o final dessa medida não-convencional que o banco central utilizou para tirar a zona euro da crise.

Apesar de retirar esse apoio, o BCE promete continuar a manter medidas que estimulem a economia. As taxas de referência ficaram inalteradas em mínimos. E apesar das compras líquidas de ativos terminarem, o banco central continuará a reinvestir os valores de títulos de dívida que tem e que atinjam a maturidade.

“Em relação às medidas não-convencionais, as compras líquidas ao abrigo do programa de compra de ativos [APP na sigla em inglês] terminarão em dezembro de 2018”, refere o banco central no comunicado sobre as decisões de política monetária. Esse programa começou a incluir compras avultadas de dívida pública em março de 2015. O banco central injetou mais de 2,5 biliões de euros na economia da zona euro com esta política de aquisição de ativos.

O BCE acrescenta que “o Conselho de Governadores tenciona continuar a reinvestir na totalidade os reembolsos de capital dos instrumentos que atinjam a maturidade comprados sob o APP”. E assegura que esses reinvestimentos acontecerão por “um extenso período de tempo após a data em que o BCE começar a subir as taxas de juro e, em qualquer caso, o tempo que for necessário para manter as condições favoráveis de liquidez”.

Em relação às taxas de juro, o banco central voltou a garantir que não deverão subir até, pelo menos ao verão do próximo ano. A taxa de referência continuará num mínimo de 0%. E a taxa que o BCE aplica para receber a liquidez dos bancos permanece em -0,40%. “O Conselho do BCE espera que as taxas de juro diretoras do BCE se mantenham nos níveis atuais, pelo menos, até durante o verão de 2019 e, em qualquer caso, enquanto for necessário para assegurar a continuação da convergência sustentada da inflação no sentido de níveis abaixo, mas próximo, de 2% no médio prazo”, realça o banco central.

A maior parte dos economistas antecipa que devido aos indicadores mais fracos mostrados pela economia da zona euro nos últimos meses, o início da subida das taxas de juro possa acontecer apenas no final de 2019 ou mesmo no início de 2020.

Atualizada às 12:57 com mais informação

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