bancos centrais

BCE mantém garantia de juros de 0% por um “período alargado”

Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Kai Pfaffenbach
Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Kai Pfaffenbach

O Banco Central Europeu manteve as taxas de referência em mínimos mas deixou cair a opção de aumentar o ritmo das compras de ativos.

O Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juro em mínimos históricos e garante que continuarão nesses níveis “durante um período alargado e muito para além do horizonte das compras líquidas de ativos”. A taxa de referência continua em 0% e a taxa que o BCE cobra aos bancos para lhes guardar o dinheiro mantém-se em -0.40%. E o banco central mantém o compromisso de fazer compras mensais de ativos no valor de 30 mil milhões de euros até, pelo menos, setembro deste ano.

Esta decisão era já esperada pelos analistas. A maior dúvida era se o BCE iria alterar as indicações sobre o programa alargado de compra de ativos. E a instituição liderada por Mario Draghi fez um ajustamento, deixando cair a possibilidade de o aumentar caso as perspetivas para a economia do euro fossem menos favoráveis.

No comunicado sobre as decisões de política monetária, o BCE eliminou, face ao documento da reunião anterior, a referência de que “se as perspetivas passarem a ser menos favoráveis ou se as condições financeiras deixarem de ser consistentes com uma evolução no sentido de um ajustamento sustentado da trajetória de inflação, o Conselho do BCE está preparado para proceder a um aumento do programa de compra de ativos em termos de dimensão e/ou duração”.

Os analistas encaram a retirada dessa opção como mais um sinal da retirada gradual dos estímulos à economia. No entanto, o BCE continua a querer reservar algumas munições caso o cenário económico se altere. Mantém a possibilidade prolongar o programa de compras após setembro.

“No que respeita às medidas de política monetária não convencionais, o Conselho do BCE confirma que se pretende que as compras líquidas de ativos, ao atual ritmo mensal de 30 mil milhões de euros, prossigam até ao final de setembro de 2018, ou até mais tarde, se necessário, e, em qualquer caso, até que o Conselho do BCE considere que se verifica um ajustamento sustentado da trajetória de inflação, compatível com o seu objetivo para a inflação”, refere o comunicado.

Mario Draghi garante que o banco central continuará a reinvestir o valor dos ativos que vão chegando ao final do prazo. O BCE defende que esta estratégia “contribuirá tanto para condições de liquidez favoráveis como para uma orientação adequada da política monetária”.

Notícia atualizada às 13:10 com mais informação

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
O presidente do Novo Banco, António Ramalho, discursa na cerimónia de lançamento do Projeto de Divulgação Cultural do Novo Banco. Fotografia: MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

Bruxelas. Novo Banco custa mais 0,3% do PIB em 2020, vírus não se sabe

(D.R.)

Compras portuguesas de cereais estão seguras. Consumo já cai e volta ao bairro

autoeuropa coronavirus

Siza Vieira: Nem estado de emergência impede Autoeuropa de reabrir a 20 de abril

BCE mantém garantia de juros de 0% por um “período alargado”