Zona Euro

BCE não não vai actuar sobre inflação temporária, diz Draghi

Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Yves Herman
Mario Draghi. Fotografia: REUTERS/Yves Herman

O presidente Mario Draghi defende que o aumento da inflação para 1,8% é uma flutuação temporária causada sobretudo pelo aumento do preço do petróleo.

O Banco Central Europeu (BCE) não vai atuar para combater a subida da inflação, por se tratar de uma flutuação temporária causada sobretudo pelo aumento dos preços do petróleo, disse hoje Mario Draghi, o presidente do BCE, durante a audiência na Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários (ECON), no Parlamento Europeu, avança a Reuters.

A recuperação monetária da Zona Euro tem vindo a ganhar força, mas o mercado laboral continua a evoluir lentamente e o aumento da produtividade é reduzido – o contexto é de risco e o BCE deve manter um apoio constante, explicou Draghi.

A inflação da Zona Euro aumentou para 1,8% em janeiro, muito próxima da meta estabelecida pelo BCE, de 2%. Consequentemente, aumentaram as exigências de intervenção do banco central para o recuo dos estímulos à subida de preços e para o início do faseamento do programa de compra de ativos no valor de 2,3 biliões de euros, que permite manter as taxas de juro em valores mínimos.

Perante as exigências – sobretudo vindas da Alemanha, a grande opositora à política de baixos juros do BCE – Draghi repetiu a mensagem antes veiculada pelo economista chefe do banco central, Peter Praet: o BCE não vai reagir a flutuações temporárias e de curto prazo, sugerindo que está fora de questão, pelo menos para já, qualquer redução da compra de ativos.

“A nossa política monetária determina que não devemos reagir a oscilações de curta duração da inflação”, disse Draghi. “Continuaremos a olhar para além destas mudanças enquanto acreditarmos que não vão afetar a estabilidade dos preços a médio prazo”.

 

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