BCE obtém lucro de 1.643 ME em 2020, menos 30,5% que em 2019

O Banco Central Europeu (BCE) obteve um lucro de 1.643 milhões de euros em 2020, menos 30,5% do que em 2019 (2.366 milhões de euros), que foi distribuído na totalidade pelos bancos centrais nacionais da zona euro.

O BCE informou hoje que o resultado "se deveu principalmente a uma diminuição dos rendimentos líquidos de juros obtidos de ativos de reserva e de títulos detidos para fins de política monetária".

O resultado também foi reduzido devido à provisão do BCE de 48 milhões de euros para riscos financeiros.

O lucro do BCE é distribuído aos bancos centrais nacionais da zona euro.

O Conselho do BCE decidiu fazer uma distribuição de lucros provisória de 1.260 milhões pelos bancos centrais nacionais em 29 de janeiro.

Na reunião de quarta-feira, o conselho do BCE decidiu distribuir o lucro restante de 383 milhões em 19 de fevereiro.

O balanço do BCE aumentou para 569.000 milhões de euros (457.000 milhões de euros em 2019) devido às obrigações adquiridas para fazer face à crise da pandemia da covid-19 e à dívida adquirida ao abrigo de um programa anterior.

No final de 2020, o balanço consolidado do Eurosistema, que inclui os ativos e passivos dos bancos centrais dos países da zona euro e do BCE face a terceiros, era de 6,979 biliões de euros, contra 4,671 biliões de euros em 2019.

O aumento deveu-se principalmente à terceira série de operações de refinanciamento de longo prazo e à compra de dívida.

Os títulos de dívida na posse do BCE ascenderam a 3,695 biliões de euros depois de um aumento de 1,063 biliões de euros (2,632 biliões de euros um ano antes).

As compras de dívida devido à pandemia representaram 754.000 milhões de euros e as obrigações do programa anterior de compra de dívida, 2,909 biliões de euros.

O rendimento líquido com juros caiu para 2.017 milhões de euros em 2020 (2.686 milhões de euros em 2019).

Os rendimentos líquidos de juros gerados pelas obrigações adquiridas caíram para 1.300 milhões de euros, menos 7,1% do que os 1. 400 milhões de euros do ano anterior, devido a amortizações.

O rendimento líquido de juros de ativos de reserva em moeda estrangeira diminuiu para 474 milhões de euros (1.052 milhões de euros em 2019), devido ao menor rendimento de juros da carteira em dólares norte-americanos.

Os ganhos das operações financeiras aumentaram para 342 milhões de euros, contra 197 milhões de euros em 2019, devido a "um aumento dos ganhos com os preços de vendas de títulos denominados em dólares norte-americanos, uma vez que a descida dos rendimentos das obrigações em dólares durante 2020 teve um impacto positivo no seu valor de mercado", de acordo com o BCE.

Os custos de pessoal aumentaram para 646 milhões de euros (566 milhões de euros em 2019) como resultado do aumento do número médio de empregados em 2020, principalmente na supervisão bancária, bem como de maiores benefícios pós-emprego resultantes da atualização salarial realizada no final de 2020.

Outras despesas administrativas diminuíram para 553 milhões de euros (590 milhões de euros em 2019) devido à descida dos gastos relacionadas com serviços de apoio de consultoria externa e viagens de negócios.

As receitas das taxas de supervisão, derivadas das taxas cobradas para recuperar despesas incorridas pelo BCE no desempenho das suas funções de supervisão, foram de 535 milhões de euros (537 milhões de euros um ano antes).

Esta ligeira diminuição em 2020 deveu-se principalmente a menores despesas administrativas relacionadas com tarefas de supervisão, que compensaram os custos de pessoal mais elevados resultantes do aumento do número médio de funcionários empregados na supervisão bancária.

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