BCE reduz taxa de juro para 0,15% e põe bancos a pagar depósitos

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A taxa de juro principal da zona euro desceu hoje de 0,25% para 0,15%, de acordo com a decisão hoje tomada pelo conselho de governadores do Banco Central Europeu. Nunca os juros foram tão baixos na área da moeda única.

A taxa de refinanciamento de 0,15% é o custo a que os bancos têm de pagar ao BCE quando pedem os empréstimos semanais regulares à instituição.

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Outra novidade é que a taxa de depósitos desceu de 0% para negativo (-0,1%), o que significa que os bancos comerciais passam a pagar para ter o dinheiro parqueado no BCE de um dia para o outro (overnight).

Numa altura em que se discute dentro do Banco o risco de a economia europeia poder estar ou cair em deflação (quebra de preços, com desemprego muito alto e sem retoma visível da economia), o BCE tenta que os bancos recomecem a vender crédito às empresas e famílias, usando os seus instrumentos convencionais.

Daí a taxa de juro de refinanciamento estar quase em zero e de agora se optar por penalizar os depósitos da banca privada no Eurosistema.

Dentro de alguns minutos, o presidente do BCE, Mario Draghi, explicará a decisão.

Eventualmente, dará mais informação sobre o desenho e a utilização de instrumentos não convencionais. No caso em apreço, um eventual programa especial de compra de ativos (obrigações detidas pelos bancos) de forma a libertar mais fundos para financiar sobretudo as pequenas e médias empresas da área do euro.

É o chamado alívio monetário ou quantitative easing, uma política seguida durante alguns anos pela Reserva Federal dos Estados Unidos. Na Europa, e porque o BCE é dominado pela Alemanha, sempre se rejeitou este género de abordagem devido ao receio de provocar inflação.

A taxa marginal de empréstimos também foi cortada de 0,75% para 0,4%.

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