BCE vê inflação a disparar de 0% este ano para 1,5% em 2016

Mario Draghi
Mario Draghi

A inflação deverá subir de forma muito pronunciada no próximo ano, prevê o Banco Central Europeu (BCE). De acordo com as projeções da primavera do Eurossistema, hoje divulgadas, a evolução dos preços no consumidor será, em média, nula este ano, mas no próximo deve disparar até 1,5% e em 2017 o BCE já estará na fronteira do seu obejtivo, com a inflação média a ronda os 1,8%.

O presidente da instituição sedeada em Frankfurt disse que “as medidas do BCE conseguiram travar, desde julho, o declínio nas expectativas da inflação da zona euro” para os próximos três a quatro meses e que isso explica parte do grande solavanco que se espera para a inflação do ano que vem.

Draghi explicou que o petróleo continua a ditar o andamento destas previsões. Se este ano os preços da matéria prima vão manter a depressão nos preços, no próximo o Banco já espera uma retoma nos mercados petrolíferos, aparentemente.

Além disso, continuou o italiano, a revisão em alta da inflação esperada em 2016 “reflete o impacto favorável dos preços baixos do petróleo, a taxa de câmbio efetiva do euro mais fraca e o impacto das medidas recentes de política monetária do BCE”, enumerou Draghi.

Em 2017, dizem as novas projeções, a inflação da zona euro já estará “próxima, mas abaixo de 2%”, como diz o mandato do banco central, o que pode ser o BCE a sinalizar que daqui a dois anos, segundo os seus modelos, estará preparado para começar a retirar estímulos à economia e, até, para subir as taxas de juro.

Em todo o caso, o banqueiro continua a dizer que esta inflação é baixa e que “os níveis baixos do preço do petróleo continuam a suportar o rendimento disponível real das famílias e a rendibilidade das empresas”.

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