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BCE volta a cortar na compra de ativos portugueses

Banco Central Europeu. REUTERS/Ralph Orlowski
Banco Central Europeu. REUTERS/Ralph Orlowski

O banco central comprou apenas 688 milhões de euros em dívida pública em janeiro, muito abaixo do limite de 1,4 mil milhões de euros.

O Banco Central Europeu (BCE) reduziu o montante de compras de dívida portuguesa, tendo comprado apenas 688 milhões de euros em janeiro, segundo o relatório divulgado esta segunda-feira.

O BCE tem um limite de 1,4 mil milhões de euros mensais para a compra de dívida nacional e são já vários os meses consecutivos em que fica abaixo da meta, fruto também do próprio abrandamento do programa, uma vez que são cada vez menos os ativos elegíveis para compra devido aos limites impostos pelo próprio programa, de 33% de ativos considerados.

O BCE começou a comprar ativos portugueses em março de 2015 e, ao longo de 2015 e até junho de 2016 o montante ultrapassou os mil milhões de euros mensais. A partir de julho os valores começaram progressivamente a reduzir-se – embora tenham ultrapassado os mil milhões em setembro, outubro e novembro -, para cerca de 725 milhões em dezembro e os atuais 688 milhões registados em janeiro.

O BCE tem atualmente 25,2 mil milhões de euros de ativos portugueses no âmbito do seu programa de compras, segundo o balanço divulgado esta segunda-feira.

O programa de compra de ativos do BCE já foi alargado até praticamente ao final deste ano mas o montante foi reduzido, em dezembro, de 80 mil milhões por mês para 60 mil milhões por mês. O próprio presidente do BCE, Mario Draghi, anunciou em setembro que existia um grupo técnico no banco central a avaliar alternativas ou possíveis mudanças ao programa, para que mais ativos fossem elegíveis. O BCE passou também a incluir dívida de empresas com determinado rating no seu programa de compra de ativos.

O banco central vai continuar a comprar dívida portuguesa pelo menos até março, segundo informou o Banco de Portugal em setembro, numa altura em que já se sentia um abrandamento do valor das compras face a meses anteriores. Alguns analistas esperavam que o BCE ficasse sem obrigações portuguesas elegíveis para o programa já no final do ano passado, o que não se veio a verificar, apesar do abrandamento do programa.

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