Água

BE quer automatização da tarifa social da água até ao final do ano

Fotografia: direitos reservados
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Catarina Martins quer ver a medida implementada para 760 mil famílias até ao final do ano.

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, rejeitou hoje que o país não automatize a tarifa social da água, medida que quer ver implementada a 760 mil famílias até ao final do ano.

Em declarações aos jornalistas no final de uma reunião com a EPAL – empresa de distribuição de água na zona de Lisboa – Catarina Martins afirmou que “2019 tem que ser o ano em que toda a gente vê esse direito humano, a um bem essencial como a água, consagrado, nomeadamente através da tarifa social automática”.

“A água é um bem essencial, o acesso à água é um direito humano, não é coisa pouca”, e por isso “não será compreensível que não seja possível em Portugal fazer este passo de concretização de acesso a este direito”, disse.

Lembrando que “em 2012, face à crise social e a todos os problemas, a entidade reguladora recomendou que fossem instauradas tarifas sociais da água no país”, e que tal medida foi implementada pela EPAL no ano seguinte, a bloquista considerou que o número de famílias que têm acesso a esta tarifa é “muito inferior” ao número de agregados familiares que “vivem no limiar da pobreza em Portugal”.

“Se usarmos os mesmos critérios quer foram utilizados para a energia, estamos a falar de cerca de 760 mil famílias”, destacou a líder do BE, advogando que “pelo menos este universo tem que ter acesso à tarifa social automática da água”.

Porém, a coordenadora denunciou que existem “muitos municípios que estão a resistir à instauração da tarifa social automática da água”, e, neste sentido, apelou à participação de “todos os municípios”, uma vez que “a água é uma responsabilidade municipal”.

“Em Lisboa, por via do acordo que o Bloco de Esquerda fez com o partido socialista [após as últimas eleições autárquicas, para governação da cidade], foi determinado que se ia instaurar a tarifa social automática da água, mas na verdade ela ainda não está instaurada”, afirmou.

Por isso, a coordenadora reuniu-se com a administração da EPAL, acompanhada do vereador bloquista na Câmara de Lisboa, Manuel Grilo, e da deputada municipal Isabel Pires, por forma a compreender “o que é preciso fazer ainda para que automaticamente todos os agregados familiares mais vulneráveis tenham acesso à tarifa social da água, como têm à tarifa social da energia”.

“Para nós é importante que avance em Lisboa, como é importante que avance em todo o país”, firmou.

Na opinião da líder, se a EPAL der o exemplo, “será importante para estender [a medida] a todos os municípios”.

Mas a medida ainda não avançou porque “ainda não houve o cálculo do universo de beneficiários” de forma oficial.

Por isso, o Bloco de Esquerda comprometeu-se a “insistir junto da Câmara Municipal e junto do Governo para que haja o necessário cruzamento de dados para que não falte a informação necessária a que todos os agregados familiares em situação vulnerável tenham acesso à tarifa social da água”.

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