Criptomoedas

Berlim e Paris juntas contra Libra do Facebook

Facebook, Libra, criptomoeda
REUTERS/Dado Ruvic

Riscos para o setor financeiro são o argumento dos países para a rejeição. Ministros pedem uma criptomoeda do BCE.

As moedas virtuais representam riscos para os consumidores, a estabilidade financeira e até mesmo a “soberania monetária” dos Estados europeus, afirmaram o ministro francês das Finanças, Bruno Le Maire, e o seu homólogo alemão, Olaf Scholz, em declaração conjunta emitida durante uma reunião dos ministros das Finanças da zona euro, que decorreu em Helsínquia.

“França e Alemanha consideram que o projeto Libra, tal como consta do plano do Facebook, não foi capaz de convencer que esses riscos serão devidamente mitigados”, afirmaram. Já na véspera, Bruno Le Maire fora cristalino quanto à posição de Paris sobre os “riscos sistémicos” de uma “eventual privatização de uma moeda detida por único ator que tem mais de dois mil milhões de utilizadores”: “Nestas condições não podemos autorizar o desenvolvimento da Libra em solo europeu. A soberania monetária dos Estados está em jogo.”

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A Libra foi “uma chamada de atenção”, disse Benoit Coeure, membro do conselho de administração do Banco Central Europeu, no final da reunião dos ministros das finanças da zona euro. Disse que a Libra reavivou os esforços para avançar com o projeto para pagamentos em tempo real na zona do euro, conhecido como TIPS, e que foi mal recebido pelos bancos.

Facebook só lançará Libra quando dúvidas dos reguladores estiverem esclarecidas. Leia aqui

“Precisamos também intensificar a nossa reflexão sobre uma moeda digital do banco central”, acrescentou. O projeto do BCE pode passar por permitir aos consumidores a utilização de dinheiro eletrónico depositado diretamente no BCE, sem necessidade de contas bancárias ou intermediários financeiros, à imagem do que a Libra propõe.

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