BES: Fundos internacionais ameaçam processar reguladores portugueses

Os hedge funds, fundos de alto risco, que detêm divida subordinada do BES estão furiosos com a possibilidade de virem a perder todo o investimento, uma vez que essas obrigações foram transferidas para o BES-mau. Por isso, estão a ponderar avançar com ações legais contra os reguladores portugueses.

A notícia é hoje avançada pelo NY Times, que cita banqueiros e advogados envolvidos no dossier, segundo o qual os fundos que estão a ponderar avançar
com processos são o Third Point LLC, GLG, Aurelius, Golden Tree e VR Global.

Mas a lista não fica por aqui, o mesmo jornal dá ainda conta da vontade da EJF e da unidade londrina do banco de investimento brasileiro BTG Pactual avançarem igualmente com ações legais contra os reguladores portugueses, por estarem entre so investidores que sofreram as perdas mais acentuadas com as
obrigações subordinadas do banco.

Nenhum dos fundos quis fazer qualquer comentário ao NY Times.

Estas obrigações têm um risco relativamente mais alto,
oferecem, por norma, uma remuneração mais elevada do que as
restantes categorias de obrigações e, em caso de falência do emitente, são
as últimas a serem reembolsadas.

Com o resgate do BES, os detentores de dívida subordinada ficaram
no BES-mau, bem como os acionistas do banco, enquanto os
obrigacionistas seniores ficaram no Novo Banco.

Este grupo de investidores que pretende avançar com o processo alega que alguns empréstimos concedidos ao BESA foram transferidos para o Novo Banco e não para o BES-mau como deveria ter acontecido.

O mesmo grupo alega que essa carteira de créditos duvidosos de cerca de 3,3 mil milhões de euros irá melhorar em valor durante os próximos tempos, uma vez que os credores incluem membros poderosos da elite política e económica de Angola. E afirmam que os reguladores portugueses colocaram esse ativos no Novo Banco apenas para aumentar o valor.

O jornal adianta que os investidores já iniciou discussões com a firma de advogados White & Case sobre a estratégia legal, sendo que os especialistas sugerem que as probabilidade de sucesso do processo são ínfimas, criticando a lentidão da justiça portuguesa.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
2. Os telemóveis desvalorizam até 78% do investimento num ano

Burlas com SMS custam um milhão por ano aos consumidores

Ana Jacinto, secretária-geral da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) antes de uma entrevista, esta manhã nos estúdios TSF.
(Reinaldo Rodrigues/Global Imagens)

Ana Jacinto. Hotelaria e restauração precisam de mais de 40 mil trabalhadores

Austin, EUA

Conheça o ranking das cidades mais desejadas pelos millennials em 2020

BES: Fundos internacionais ameaçam processar reguladores portugueses