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Tesouro emite dívida a três meses com juros mais baixos de sempre

Bilhetes do Tesouro emite dívida a três meses com juros mais baixos de sempre
Cristina Casalinho, presidente do IGCP. Fotografia: Diana Quintela/Global Imagens

O Tesouro financiou-se em 1.250 milhões de euros em Bilhetes do Tesouro a três e a 11 meses. Juros foram ainda mais negativos.

Portugal regressou aos mercados para uma operação de financiamento a três e a 11 meses. No duplo leilão de Bilhetes do Tesouro foram colocados 1.250 milhões de euros, com as taxas a baterem recordes negativos no prazo mais curto.

Nos Bilhetes do Tesouro a três meses foram emitidos 300 milhões de euros, com um juro de -0,389%, o mais baixo de sempre. Este valor é próximo da taxa de depósito do BCE (-0,40%). Na maturidade a 11 meses foram colocados 950 milhões de euros, com uma taxa de -0,325%.

“A dívida da República Portuguesa fez mais um recorde: a taxa de emissão na dívida a três meses foi a mais baixa de sempre, para esta maturidade”, refere o diretor da gestão de ativos do Banco Carregosa, Filipe Silva, numa nota enviada às redações. Acrescenta que “já sabíamos que íamos ter taxas mais baixas do que as emissões comparáveis”.

A última vez que Portugal tinha emitido títulos a três meses tinha sido em agosto, altura em que a taxa foi de -0,348%. Em setembro, tinha feito uma emissão a 12 meses, com uma taxa de -0,345%. Na operação desta quarta-feira a procura também foi elevada. No prazo a três meses ultrapassou em mais de 4,5 vezes o montante em oferta. Nos títulos a 11 meses foi de 1,8 vezes.

Para Filipe Silva os dados destas operação mostram que se tem beneficiado “dos últimos acontecimentos da economia portuguesa e da melhoria do ciclo económico, incluindo a melhoria no rating”. Isto depois de a Standard & Poor’s ter retirado a notação de Portugal de lixo a 15 de setembro, melhorando o rating de BB+ para BBB-.

Os Bilhetes do Tesouro têm uma menor perceção de risco que as Obrigações do Tesouro, o principal instrumento de financiamento do Estado, já que têm prazos menores e no passado não foram incluídos em reestruturações de dívida.

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