OE 2019

Bloco de Esquerda quer alargamento do abono de família

Catarina Martins.
Foto: MÁRIO CRUZ/LUSA
Catarina Martins. Foto: MÁRIO CRUZ/LUSA

Catarina Martins diz estarem reunidas condições para alargamento e atualização do abono de família .

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, considerou este domingo, 7 de outubro, existirem condições, no próximo Orçamento do Estado (OE2019), para o “alargamento e atualização do abono de família muito além da atualização dos indexantes sociais”.

“É necessário avançar no abono de família (…). No próximo OE, existem as condições para aprofundar o acesso ao abono de família, aprofundar o acesso a mais famílias, com mais condições e com uma atualização que vá bem além da atualização do indexante de apoio social a que lei já obriga”, argumentou Catarina Martins, em Lisboa.

Recordando que o acordo com o PS possibilitou, nomeadamente, a criação de um “abono especial até aos 3 anos e a reposição do quarto escalão do abono de família, que tinha acabado em 2010”, a coordenadora bloquista defendeu agora o “alargamento e atualização do abono de família muito além da atualização dos indexantes sociais”.

A aposta no abono, assim como no alargamento dos manuais escolares gratuitos a todo o ensino obrigatório e o acesso aos passes sociais “são a única forma de contributo para as políticas de família ou políticas de natalidade”, considerou.

Catarina Martins criticou que a direita, nesta área, reduza as suas propostas à criação de comissões e a benefícios fiscais, já que “descontos no IRS são para as famílias com mais dinheiro, mas que deixam a generalidade das pessoas de fora”.

As posições do BE foram defendidas esta tarde numa sessão pública sobre rendimento básico incondicional (RBI), emprego e segurança social, a decorrer num hotel de Lisboa.

Sobre o RBI, Catarina Martins escolheu fazer críticas através de uma analogia com o cheque escola criado pelo anterior executivo do PSD/CDS-PP.

“É o cheque escola ao nível do cheque vida. Em vez de termos escola pública, serviço nacional de saúde, saneamento básico, justiça e proteção civil, iremos comprar, no mercado, com o RBI o que o mercado nos puder fornecer”, disse.

A coordenadora recusou que o RBI seja uma “forma de liberdade de escolha”, mas antes o “mercado a ordenar”.

“Será o mercado a determinar o que oferece, em que local e para quem e, depois com o tal rendimento, veremos quem chega a aceder ao que hoje nós sabemos que é parte do nosso direito, da nossa democracia, do nosso salário indireto, que é o Estado social”, argumentou.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
O presidente do Conselho Geral e de Supervisão da ADSE, João Proença, durante a sua audição na Comissão de Saúde, na Assembleia da República, em Lisboa, 27 de fevereiro de 2019. MÁRIO CRUZ/LUSA

ADSE já enviou novas tabelas de preços aos privados para negociação

Mario Draghi, Presidente do Banco Central Europeu. REUTERS/Kai Pfaffenbach

BCE discutiu pacote de medidas para estimular economia na reunião de julho

Hotéis de Lisboa esgotaram

“Grandes” eventos impulsionaram aumento dos preços na hotelaria em junho

Outros conteúdos GMG
Bloco de Esquerda quer alargamento do abono de família