Coronavírus

Bloco de Esquerda quer regras para evitar que bancos lucrem com crise

A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
A coordenadora do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins. ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defende que financeira dos bancos deve ser canalizada para solidariedade.

A coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, defendeu hoje que os bancos têm de ter regras para não lucrarem com a crise da covid-19, afirmando que toda a folga financeira que tiverem deve ser canalizada para solidariedade.

“Os bancos não podem cobrar comissões e os ‘spreads’ têm de ser baixos porque não correm riscos e o Banco Central Europeu já lhes está a pagar para emprestarem dinheiro”, afirmou, num vídeo hoje enviado à Lusa.

Segundo refere Catarina Martins, o Banco Central Europeu decidiu, no início da crise, alterar as regras dos bancos “para permitir que dessem mais crédito” e “aumentou os empréstimos a juros negativos”, estando, portanto, “a pagar aos bancos para os bancos depois emprestarem às empresas”.

Por outro lado, o Governo português “pediu aos bancos portugueses para fazerem moratórias sobre as prestações bancárias das empresas e as hipotecas das casas e lançou linhas de crédito com garantia pública”.

Com isto, explica a coordenadora do BE, “quando os bancos emprestam, não correm riscos, porque, em última instância, a garantia é do Estado”.

Mas, segundo a deputada, o que os bancos fizeram foi adiar, “o mais que puderam, o lançamento de moratórias, venderam créditos com comissões e ‘spreads’ altos e têm mesmo negado moratórias”, além de terem lançado “linhas de crédito com ‘spread’ e comissões altas”.

Por isso, a coordenadora do Bloco, defende a imposição de mais duas regras: por um lado, os bancos “têm de dar toda a informação às empresas e às pessoas e não podem impor créditos a quem tem direito a moratórias” e, por outro, “não pode haver distribuição de dividendos nem de prémios a administradores” porque “toda a folga que existe tem de ser para a solidariedade”.

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