Imobiliário

Bloomberg: Bancos lucram milhões com boom imobiliário em Lisboa

A Caixa Geral de Depósitos pretende vender três imóveis que tem em Lisboa. Um dos imóveis que o banco público pretende colocar no mercado está localizado na Rua do Ouro. Foto: Direitos reservados
A Caixa Geral de Depósitos pretende vender três imóveis que tem em Lisboa. Um dos imóveis que o banco público pretende colocar no mercado está localizado na Rua do Ouro. Foto: Direitos reservados

O preço do metro quadrado, o aumento do número de turistas e o caso Robles são destaque na imprensa internacional esta sexta-feira.

O preço do metro quadrado em Lisboa não pára de aumentar e tem batido todos os recordes desde que há registo. Na freguesia de Santo António, por exemplo, o preço médio do metro quadrado ultrapassou, pela primeira vez desde que há dados, os quatro mil euros.

O cenário, impulsionado pelo aumento de turistas na capital e pela procura incessante de imóveis, é destaque esta sexta-feira na imprensa internacional. Os negócios de imobiliário da banca por cá, que rendem milhões às instituições, foram o mote para a reportagem da Bloomberg.

A publicação refere o recente negócio do BPI que vendeu um quarteirão na baixa por 66 milhões de euros. Com uma área bruta de 11 mil metros quadrados, o também conhecido como quarteirão do BPI é delimitado por quatro das mais emblemáticas ruas da Baixa de Lisboa – Rua Augusta, Rua do Ouro, Rua do Comércio e Rua de São Julião. Formado por cinco edifícios (quatro dos quais atualmente ocupados pelo BPI), o ativo tem como principal atrativo a sua versatilidade, uma vez que conjuga os usos de habitação, retalho e hotelaria.

“O edifício BPI foi vendido por mais de 5 mil euros por metro quadrado, mais do que o dobro do preço que os investidores pagariam por uma propriedade na mesma área há três anos”, refere à publicação a sociedade de fundos imobiliários, Square Asset Management.

Também o Banco Comercial Português e a Caixa Geral de Depósitos (CGD) seguem o mesmo caminho. O banco do Estado pretende vender três imóveis que tem na capital, um deles localizado na Rua do Ouro. O processo arrancou no passado mês de julho e está previsto que a venda esteja concretizada até outubro deste ano. Os outros dois imóveis situam-se na Avenida João XXI e o terceiro fica localizado na zona de Telheiras.

O investimento em imóveis portugueses deverá disparar para um recorde de 3,5 mil milhões de euros este ano. Em 2017, este valor situou-se nos 2,1 mil milhões de euros, de acordo com a Cushman & Wakefield, citada pela Bloomberg. Os estrangeiros totalizam 67% deste investimento.

Também os dados do Eurostat confirmam a atual conjuntura. Portugal registou o terceiro maior aumento nos preços das casas na União Europeia no ano passado. Os preços médios dos imóveis residenciais no centro histórico de Lisboa aumentaram 60% nos últimos cinco anos, de acordo com a Cushman & Wakefield.

“Enquanto os bancos e outros proprietários de imóveis esfregam as mãos de satisfação, alguns moradores do centro da cidade estão desesperados. Queixam-se do preço das casas nos seus bairros, do barulho dos turistas e dos trabalhos de construção”, descreve a Bloomberg.

Para concluir, também o caso Robles ilustra a reportagem. O negócio do prédio em Alfama que envolveu o vereador demissionário da Câmara de Lisboa pelo Bloco de Esquerda e que fez os destaques na comunicação social portuguesa na última semana conclui o artigo.

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