Bolsa grega termina a cair 4,5% mas juros aliviam quedas matinais

Bolsa grega encerrou a perder 4,5%
Bolsa grega encerrou a perder 4,5%

Depois da tempestade a bonança. A primeira reação investidora ao anúncio do BCE de que deixou de aceitar títulos de dívida pública grega como colateral foi tudo menos positiva. No entanto, os receios foram desvanecendo, permitindo à bolsa helénica recuperar de um forte tombo e aos juros da dívida inverter da tendência ascendente.

Depois de ter chegado a desvalorizar mais de 11% ao início da manhã, a bolsa grega composta pelas 20 maiores empresas, o ASE 20, terminou a recuar 4,5% para os 246,37 pontos. Contudo, os títulos do sector financeiro acabaram por ser os principais protagonistas da sessão, somando perdas de dois dígitos. Exemplo disso é o Bank of Piraeus que tombou 15%, seguido pelo National Bank que perdeu 12,3% e pelo Eurobank que afundou 9,7%.

Na base destas fortes perdas esteve o facto do Banco Central Europeu (BCE) ter anunciado ontem que deixou de aceitar títulos de dívida pública grega nas suas operações de refinanciamento. A autoridade monetária acrescentou que os bancos gregos podem aceder a liquidez através do Banco da Grécia, recorrendo ao programa de liquidez de urgência.

Os bancos gregos chegaram a atingir mínimos na semana passada, no rescaldo das eleições que deram a vitória ao partido anti-austeridade Syriza, mas iniciaram uma tendência de recuperação que foi agora interrompida. Isto por que são os que têm mais dívida grega em carteira e os que se apresentam com maiores restrições de liquidez, devido à saída de fundos do sistema financeiro, apesar do Banco Central da Grécia ter hoje garantido que decisão do BCE não vai afetar bancos e depois do BCE ter aprovado uma linha de liquidez de emergência e 60 mil milhões de euros para a banca helénica.

Mas se a bolsa não conseguiu inverter e fechar em alta, o mesmo não se pode dizer dos juros da dívida.

As taxas de rentabilidade das obrigações gregas seguem agora a recuar em todos os prazos, invertendo assim as subidas registadas ao longo da manhã. Assim, os juros a 6 meses descem para os 4,122%, tal como no prazo a 5 anos em que as yields recuam para os 13,462% e na maturidade a 10 anos em que os juros caem para os 9,928%.

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