Turismo

Boom turístico em Lisboa potencia investimentos na periferia

Oeiras.

Fotografia: Direitos Reservados
Oeiras. Fotografia: Direitos Reservados

Oeiras, Amadora e Odivelas sentem que têm beneficiado no setor da hotelaria e da restauração e ainda na valorização do património.

Municípios periféricos da capital, como Oeiras, Amadora e Odivelas, sentem que têm beneficiado do crescimento do turismo, revelando que tal potenciou novos investimentos, sobretudo na hotelaria e na restauração, bem como a valorização do património destes territórios.

“Lisboa hoje é, realmente, uma cidade cosmopolita, tem muita procura turística, portanto é natural que todos os municípios que estão próximos de Lisboa de alguma forma beneficiem dessa procura”, reconheceu o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, destacando a instalação de empresas de tecnologia no concelho, que desencadeou um reforço da hotelaria para satisfazer as necessidades dessas empresas.

Em declarações à Lusa, o autarca disse que Oeiras também tem “pressão turística”, já que o município dispõe de “uma frente ribeirinha única”, com 11 quilómetros, e de várias praias.

“Ao nível da hotelaria, é óbvio que estão a aparecer restaurantes por todo o lado. No que diz respeito a camas, há propostas de hotéis – estão previstos mais cinco ou seis hotéis. Ao nível do alojamento local, há muitos pedidos de transformação de habitações em alojamento local, é um fenómeno que atinge toda a periferia de Lisboa”, referiu.

Na perspetiva da presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares, a região de Lisboa tem a particularidade de permitir que um turista esteja a dormir na Amadora e visite o património deste concelho, mas possa visitar outros municípios da Área Metropolitana de Lisboa (AML), devido às boas acessibilidades.

“Temos de conjugar os dois mundos: a nossa realidade enquanto território e a possibilidade de, estando próximo da cidade de Lisboa, as pessoas estarem no nosso território, visitarem o nosso território, visitarem os nossos equipamentos culturais e, naturalmente, deslocalizarem-se para Oeiras, Sintra, Cascais ou Lisboa”, defendeu Carla Tavares, acrescentando que os territórios não se podem gerir de forma fechada.

Neste sentido, a cidade da Amadora pretende aumentar a oferta turística, procurando aumentar a capacidade hoteleira e mantendo o investimento na preservação e valorização do património, com o objetivo de atrair mais visitantes que usufruam dos equipamentos culturais e dos espaços de comércio.

Já o município de Odivelas tem registado um crescimento de investimento no setor da restauração, afirmou a vereadora com o pelouro da Habitação, Susana Santos, manifestando-se confiante com o reforço da dinâmica turística no concelho através da reabilitação do Mosteiro de São Dinis e São Bernardo.

“Vamos continuar a potenciar a nossa história, que é muito rica e que começa com D. Dinis na Idade Média, passa pela marmelada branca. É um produto que a Câmara ajudou a certificar e que tem ajudado a desenvolver, com um Festival Anual da Marmelada Branca, que tem tido bastante sucesso e bastante procura”, apontou.

A autarca indicou ainda como pontos de interesse turístico a história do Mosteiro, com a Madre Paula, a freguesia de Caneças, com as fontes e o aqueduto, e o Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas na Pontinha, associado ao 25 de Abril de 1974.

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