Brexit

Brexit: Juncker afasta renegociação. “Este é o único acordo possível”

Primeira-ministra britânica, Theresa May, e Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia. Fotografia:  REUTERS/Hannah McKay
Primeira-ministra britânica, Theresa May, e Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia. Fotografia: REUTERS/Hannah McKay

Presidente da Comissão Europeia reúne-se ao final da tarde com Theresa May, que anulou na segunda-feira votação sobre acordo do Brexit.

Bruxelas afasta renegociar o acordo que permite uma saída ‘suave’ do Reino Unido da União Europeia. As palavras são do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que esta terça-feira, ao final da tarde, vai reunir-se com a primeira-ministra britânica, Theresa May.

“Vou reunir-se com Theresa May em Bruxelas ao final da tarde. Continuo convicto de que o acordo do Brexit que temos é o melhor – e o único – acordo possível. Não há espaço para renegociar mas apenas será possível clarificar alguns pontos”, referiu Juncker numa publicação feita na sua conta oficial no Twitter.

O aviso de Juncker é deixado no dia em que a primeira-ministra britânica iniciou em Haia (Holanda) e em Berlim (Alemanha) uma série de encontros bilaterais com líderes europeus, numa corrida contra o tempo para conseguir “garantias adicionais” no acordo do ‘Brexit’ que satisfaçam os deputados do seu partido Conservador.

A primeira-ministra deverá estar em Londres na quarta-feira, onde mantém na agenda a sessão semanal de respostas aos deputados, mas volta a Bruxelas na quinta e sexta-feira, onde vai participar no Conselho Europeu sobre o ‘Brexit’, que incluirá uma discussão sobre o cenário de “não-acordo”.

Na segunda-feira, Theresa May disse no parlamento britânico que a decisão de adiar o voto foi tomada após ouvir “muito atentamente o que foi dito, nesta Câmara e fora dela”, em particular a “preocupação generalizada e profunda” que muitos deputados vocalizaram sobre a solução de salvaguarda para a fronteira da Irlanda do Norte.

A solução conhecida por ‘backstop’, criada para evitar o regresso de uma fronteira física entre a Irlanda do Norte e a República da Irlanda, foi criticada por dezenas de deputados do partido Conservador.

Adeptos e opositores ao ‘Brexit’ revoltaram-se contra o mecanismo, que pode ser ativado caso não exista um acordo sobre as relações futuras no final de 2020, por causa do risco de deixar o país “indefinidamente” numa união aduaneira sem poder sair unilateralmente.

Theresa May, ao adiar a votação do acordo obtido para o Brexit, evitou uma derrota praticamente certa no Parlamento britânico.

A saída do Reino Unido da União Europeia está prevista para 29 de março de 2019.

(Em atualização)

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