Brexit

Brexit: Macron e Merkel só admitem adiamento com “nova perspetiva”

Emmanuel Macron, Presidente de França, com Angela Merkel, Chanceler da Alemanha. EPA/OMER MESSINGER
Emmanuel Macron, Presidente de França, com Angela Merkel, Chanceler da Alemanha. EPA/OMER MESSINGER

Emmanuel Macron e Angela Merkel expressaram a sua "unidade total" sobre este assunto e exigiram de Londres "uma visão clara e um projeto concreto".

O Presidente francês e a chanceler da Alemanha fecharam a porta a qualquer renegociação do acordo do Brexit e admitiram um adiamento da saída do Reino Unido apenas se este for justificado por uma “nova perspetiva”.

Numa declaração conjunta em Paris, Emmanuel Macron e Angela Merkel expressaram a sua “unidade total” sobre este assunto e exigiram de Londres “uma visão clara e um projeto concreto” para a “saída ordenada” do Reino Unido da União Europeia (UE).

“O acordo de saída não pode ser renegociado. Se os britânicos querem mais tempo, podemos examinar um pedido de adiamento, mas somente se for justificado por novas propostas. Mas não o faremos se não houver uma perspetiva clara sobre qual é o objetivo”, disse Macron.

Para o Presidente francês, a situação provocada pela rejeição do Parlamento britânico ao acordo alcançado entre a primeira-ministra britânica, Theresa May, e a União Europeia não é solucionada com mais tempo, mas sim com “determinação”.

“Os britânicos têm de tomar decisões e oferecer-nos o que se deve aos parceiros, amigos e aliados: uma visão clara e um projeto comum para o futuro”, disse Macron.

No mesmo sentido pronunciou-se Merkel, que foi a Paris para preparar com Macron o Conselho Europeu, que decorre a 21 e 22 de março.

“Se o Reino Unido quer mais tempo, nós não nos oporemos, mas sabendo que o objetivo é encontrar uma saída ordenada”, disse Angela Merkel, assegurando que já comunicou a sua postura a May durante a cimeira de Sharm el-Sheik, no Egito, entre a UE a Liga Árabe.

Angela Merkel lamentou o repúdio do Parlamento britânico ao acordo do Brexit, que ocorreu a 15 de janeiro, sublinhando que continuará a buscar “uma boa solução” para a saída do Reino Unido.

Theresa May admitiu pela primeira vez, na terça-feira, a possibilidade de atraso da data de saída da UE, prevista para 29 de março.

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