Brexit

Brexit. Frankfurt facilita despedimentos na banca

Ministro quer flexibilizar as regras laborais para tornar Frankfurt atractiva para as empresas e bancos que queiram sair de Londres.

O Brexit está a levar a que várias capitais europeias apresentem argumentos para captar os bancos e empresas financeiras que sairão da ‘city’ londrina em busca de um novo centro financeiro depois da decisão do Reino Unido sair da União Europeia.

Paris tem vendido a vida multicultural e a culinária, Amesterdão a conectividade digital, Dublin a língua inglesa. Mas Frankfurt foi mais longe e tornou mais fácil despedir banqueiros.

A Alemanha tem procurado posicionar-se como forte candidato a ser o novo centro financeiro da Europa e acena com um argumento de peso: Hesse, o estado onde está Frankfurt, o maior centro financeiro do país, está a explorar formas de aliviar a lei laboral para permitir que os bancos despeçam funcionários com salários elevados em momentos de crise – algo que já é possível fazer no Reino Unido.

O ministro das Finanças de Hesse, Thomas Scaefer, afirmou que esta alteração pode tornar a cidade mais atrativa para empresas que ponderem sair de Londres, diz a Bloomberg.

Ainda que vá demorar anos até que o Reino Unido realmente saia da União Europeia, o Brexit pode ameaçar a capacidade do sector financeiro se manter competitivo e as cidades europeias estão a preparar-se para receber as empresas que queiram sair.

A lei laboral alemã dificulta o despedimento, independentemente do salário, mas permite rescindir antes do tempo previsto com executivos de topo. O que o governo de Hesse propõe é que se alarguem as regras mais flexíveis a todos os gestores de topo, com salários anuais acima dos 300 mil euros.

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