Brexit

Brexit. O dia em que o Reino Unido escolheu sair

Cerca de 52% dos britânicos votaram pela saída. Abstenção foi de 26%.

Eram cinco da manhã quando surgiu o primeiro alerta, confirmado finalmente depois, cerca das 8h. De acordo com os números, 51,9% dos britânicos escolheram sair da União Europeia, no referendo que decorreu durante o dia de ontem no Reino Unido. Por isso, o Brexit vence sobre o Bremain, com uma taxa de 26% de abstenção.

A primeira reação da União Europeia não se fez esperar: Donald Tusk, presidente do Conselho Europeu, já prometeu uma “reflexão” sobre o futuro da UE, na sequência da votação dos britânicos pela saída. “É verdade que os últimos anos foram os mais difíceis da história da nossa união mas eu lembro-me sempre daquilo que o meu pai costumava dizer: o que não nos mata torna-nos mais fortes”, acrescentou, em Bruxelas.

A segunda reação aos resultados foi às oito em ponto: o primeiro-ministro britânico, David Cameron, discursou de forma emotiva no número 10 de Downing Street e anunciou a sua demissão como líder do partido e como primeiro-ministro. “Não penso que possa ser o capitão para levar o país para o próximo destino”, disse ainda David Cameron.

Na sequência do Brexit, as bolsas principais bolsas europeias abriram em queda e a libra alcançou o valor mais baixo dos últimos 30 anos. António Horta Osório assume que os produtos e serviços do Lloyds vão manter-se inalterados depois do resultado do referendo. “Mantemo-nos comprometidos com o nosso propósito de ajudar o Reino Unido a prosperar através do nosso foco na banca comercial, financiamento do investimento empresarial, e servindo as necessidades financeiras dos nossos clientes“, disse o banco em comunicado.

Já a Moody’s tem uma opinião um pouco diferente: de acordo com a consultora, o Brexit vai criar “período prolongado de incerteza”.

Em Portugal, tanto o governo como o Presidente da República também manifestaram a opinião face às notícias sobre a saída do Reino Unido da União Europeia. O ministro das Finanças, Mário Centeno, disse que Portugal não tem o que temer já que os cofres estão cheios e vão aguentar a turbulência do Brexit. “O tesouro português tem um colchão, uma almofada financeira que cobre aproximadamente metade das necessidades de financiamento do próximo ano”, referiu.

Já Marcelo Rebelo de Sousa disse que o resultado do referendo “só pode contristar-nos” e que os ideais europeus “manifestamente necessitam de ser repensados e reforçados nas modalidades e práticas da União Europeia”.

Em atualização.

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