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Bright Pixel investe mais de 6 milhões em 15 projetos tech

Alexandre Teixeira Santos, responsável de investimentos da Bright Pixel. Fotografia: João Manuel Ribeiro/Global Imagens
Alexandre Teixeira Santos, responsável de investimentos da Bright Pixel. Fotografia: João Manuel Ribeiro/Global Imagens

A incubadora de startups da Sonae IM está a apoiar ideias nas áreas das tecnologias para retalho, telecomunicações e cibersegurança.

A Bright Pixel, incubadora e aceleradora de startups detida maioritariamente pela Sonae Investment Management (Sonae IM), tem mais de seis milhões de euros aplicados em 15 projetos tecnológicos nas áreas do retalho, telecomunicações, cibersegurança e tecnologias emergentes (blockchain, inteligência artificial e data analytics). A maioria dessas ideias estão a ser desenvolvidas em Portugal, mas a empresa está também a apoiar cinco projetos internacionais com ligações a operações portuguesas. O objetivo é transformar as ideias em negócios consolidados.

Os projetos estão a ser alavancados com capital proveniente de um fundo dotado de 7,6 milhões de euros, detido em partes iguais pela Bright Pixel e pelo Banco de Fomento. Com um caminho de apenas três anos, o estúdio de investimento focado em ideias e empreendedores (venture builder studio – como se autodesigna) não equaciona por agora reforçar esse veículo financeiro, já praticamente tomado, mas o responsável pela área, Alexandre Teixeira Santos, admite que “há possibilidade de investir através do balanço”.

Nesses projetos, o objetivo final é a alienação. Como adiantou, o processo implica normalmente dez anos, “os cinco primeiros a investir e os últimos cinco a controlar para vender”. Para já, só um dos 15 projetos está em fase de pré-receitas, ou seja, prestes a terminar o desenvolvimento do produto.

Ideias em semente

A Bright Pixel, que tem como cofundadores Celso Martinho e Benjamim Júnior (criaram o Sapo, o primeiro motor de busca português), surgiu centrada no apoio a projetos tecnológicos em fase quase embrionária, startups e empreendedores cuja atividade resulte num milhão de euros de receitas. O objetivo é que todos consigam dar o grito do Ipiranga. Como adiantou Alexandre Teixeira Santos, “em fase avançada de crescimento, existem dois projetos nas áreas da cibersegurança e da internet das coisas” e o objetivo “é apoiá-los na expansão internacional”. Garantindo o seu sucesso no mercado, o caminho é ir vendendo posições no capital.

Em semente, a Bright Pixel está a acompanhar quatro projetos. Para essa fase laboratorial dos negócios, a incubadora tem uma equipa de programadores, designers e especialistas de mercado que visam dar redes para a “semente” crescer no ninho e garantir o seu sucesso. “Há muitos projetos que chegam à Bright Pixel, quer pelas parcerias com outras incubadoras e aceleradoras quer através da prospeção ativa, mais relevante no contexto internacional.”

A empresa promove também a aproximação às universidades. Exemplo disso foi a recente parceria com a Universidade de Aveiro para incentivar o empreendedorismo entre os estudantes. O resultado foi a criação de 14 protótipos. A equipa vencedora teve como prémio o financiamento das propinas do segundo ano de mestrado e a que ficou em segundo lugar recebeu um apoio de 50%.

A Sonae IM está focada no investimento em empresas tecnológicas das áreas do retalho e telecomunicações. No seu portfólio constam a WeDo e a Saphety (entretanto alienadas), Bizdirect, Cellwize e a CB4. A Sonae IM faturou 155 milhões.

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