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Bruxelas atenta a investigação de fraude com fundos da UE

Foto: DR
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Vice-presidente da Comissão Europeia reagiu à investigação que envolve o agora ex-chefe de gabinete do secretário de Estado da Proteção Civil.

O vice-presidente da Comissão Europeia, Jyrki Katainen, confirmou ao Dinheiro Vivo que Bruxelas está a par da investigação em Portugal sobre fraudes com fundos comunitários. “Estamos a acompanhar a situação e esperamos pelos resultados”, afirmou Katainen à margem de um jantar palestra do think thank Portugal XXI, em Lisboa.

Sem querer alongar-se em comentários, uma vez que a operação lançada pela Polícia Judiciária ainda decorre, Katainen assegurou “total confiança na capacidade das autoridades portuguesas para levar a cabo esta investigação”, acrescentando que “vão acompanhar os resultados”.

Esta quinta-feira, 2 de maio, a Polícia Judiciária lançou uma operação nacional por suspeitas de fraude relacionada com a obtenção de fundos comunitários. A investigação já decorre há dois anos e, nesta altura, foram já constituídos 73 arguidos, entre empresas e particulares : 52 na primeira fase, a que se juntaram esta tarde outros 19 arguidos (8 pessoas e 11 empresas).

De acordo com o Diário de Notícias, em causa estão, além dos crimes relacionados com a fraude na obtenção dos subsídios, crimes de fraude fiscal qualificada, de branqueamento de capitais e de falsificação de documentos.

Um dos alvos das buscas da PJ foi o chefe de gabinete do secretário de Estado da Proteção Civil, que entretanto se demitiu. Adelino Gonçalves Mendes é vice-presidente da “Somos Ambiente”, um agrupamento de empresas cujo principal negócio é a “reciclagem e tratamento de resíduos hospitalares”, com sede na Chamusca.

No terreno estiveram cerca de 100 inspetores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção da PJ, acompanhados por três magistrados do Departamento Central de Investigação e Ação penal (DCIAP) e elementos da Autoridade Tributária. As buscas foram realizadas no Porto, Leiria, Lisboa e Faro. Não há detenções até ao momento.

De acordo com um comunicado oficial do DCIAP, no âmbito deste inquérito, “em datas anteriores, haviam já sido realizadas 54 buscas (algumas fora de território nacional) e sido constituídos 52 arguidos (pessoas singulares e coletivas) pelo que, no total, o inquérito tem, neste momento, 73 arguidos”

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