Conjuntura internacional

Bruxelas atualiza previsões económicas com ‘nuvens’ do coronavírus no horizonte

Paolo Gentiloni é o comissário da Economia. Fotografia: Olivier Hoslet / EPA
Paolo Gentiloni é o comissário da Economia. Fotografia: Olivier Hoslet / EPA

As previsões de inverno serão apresentadas no "quartel-general" da Comissão Europeia, em Bruxelas, pelo comissário da Economia, Paolo Gentiloni

A Comissão Europeia divulga esta quinta-feira em Bruxelas as previsões económicas intercalares de inverno, com um novo risco externo a ameaçar o desempenho da economia europeia desde a publicação das projeções de outono, o do impacto do novo coronavírus.

Em novembro passado, altura em que voltou a rever em baixa as previsões de crescimento da economia da zona euro – para 1,2%, tanto em 2020 como no próximo ano -, o executivo comunitário advertiu que o abrandamento poderia ser ainda mais pronunciado face às “incertezas de vulto” no ambiente externo, quando ainda não tinha tido início o surto do vírus Covid-19.

A Comissão alertava então que “uma nova escalada das incertezas ou um agravamento das tensões comerciais e geopolíticas” poderiam pesar sobre o crescimento, “assim como um abrandamento mais brutal do que o previsto na China”.

Se é verdade que as tensões comerciais entre UE e China se apaziguaram, e desapareceu entretanto igualmente o risco de um ‘Brexit’ desordenado, as incertezas em torno do impacto do novo coronavírus poderão levar Bruxelas a rever em baixa as suas previsões, até porque o Covid-19 já está a ter graves consequências na economia chinesa, parcialmente paralisada devido à situação de emergência no país.

Relativamente a Portugal, em novembro passado, nas suas anteriores previsões, a Comissão antecipou um crescimento de 1,7% do PIB este ano, abaixo das expectativas do Governo, de 1,9%, o valor inscrito no Orçamento do Estado para 2020, residindo hoje a curiosidade em saber se Bruxelas mantém a mesma projeção, já com um orçamento atualizado.

O executivo comunitário publica anualmente duas previsões macroeconómicas exaustivas (primavera e outono) e duas intercalares (inverno e verão), que contemplam apenas dois indicadores, a evolução do PIB e a inflação.

Nas previsões de outono passado, Bruxelas antecipava que a taxa de inflação permanecesse fraca, esperando que o índice harmonizado de preços no consumidor na zona euro se estabeleça nos 1,2% este ano, subindo ligeiramente para os 1,3% em 2021.

As previsões de inverno serão apresentadas no “quartel-general” da Comissão Europeia, em Bruxelas, pelo comissário da Economia, Paolo Gentiloni, às 11:00 locais, 10:00 de Lisboa.

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