Previsões da Primavera

Bruxelas censura modelo de crescimento do Governo

António Costa e Mário Centeno. Fotografia: Mário Cruz/EPA
António Costa e Mário Centeno. Fotografia: Mário Cruz/EPA

Políticas para devolver rendimento às famílias, como as que apoiam pobres, são ineficazes em termos de potencial de crescimento, diz a CE

As políticas do governo para devolver rendimento às famílias, como as que apoiam os pobres e o aumento do salário mínimo, são ineficazes em termos de potencial de crescimento da economia, no médio a longo prazo, diz Bruxelas. Mais impostos também prejudicam, insiste.

Em 2016, o país até vai crescer menos por causa da subida dos impostos indiretos (sobre o consumo). A Comissão reviu, inclusive, ligeiramente em baixa a taxa de evolução do PIB de 1,6% para 1,5%.

Segundo as novas projeções da primavera, divulgadas nesta terça-feira, o executivo europeu critica as opções políticas do governo em várias frentes.

Enquanto o executivo de António Costa defende que a devolução de rendimentos ajudará a prazo a criar mais riqueza e com isso a conter o défice, combatendo em simultâneo a pobreza e as desigualdades sociais, Bruxelas considera a situação de forma distinta.

“Espera-se que o consumo privado perca força em 2016 e 2017 devido aos impostos indiretos mais elevados e a uma ligeira recuperação nos preços de energia”.

Além disso, “a forte recuperação do consumo de bens duradouros [como carros] no primeiro semestre de 2015 não será mantida a médio prazo”, como também se prevê que os “níveis ainda elevados de endividamento e o elevado desemprego mantenham uma pressão cada vez maior sobre a poupança das famílias”.

Mas, claro, a CE aceita que o crescimento de curto prazo do consumo privado surge “apoiado por medidas de política, como as várias ações de apoio aos rendimentos mais baixos e o aumento do salário mínimo”.

(em atualização)

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