Bruxelas esclarece discurso de Barroso: Não é o fim da austeridade

Durão Barroso, presidente da Comissão
Durão Barroso, presidente da Comissão

O porta-voz do presidente da comissão Europeia quis hoje contextualizar o discurso feito ontem por Durão Barroso que assegurou que as atuais políticas de austeridade “chegaram a seu limite”.

Segundo afirmou hoje Olivier Bailly, é um erro interpretar esta frase como “uma alteração” nas políticas da Comissão, que defendeu sempre que os processos de consolidação orçamental e redução da dívida são uma condição necessária para a recuperação económica.

Bailly reconheceu que na intervenção de ontem Durão Barroso assegurou o seguinte: “Creio que chegamos aos limites das políticas atuais”. No entanto, o porta-voz assinala que o que o presidente da Comissão estava a pedir era que esses ajustes fossem acompanhados por políticas de crescimento.

Nesse sentido, Olivier Bailly sublinhou a frase dita Barroso após falar dos “limites” da austeridade: “As políticas atuais são desde logo adequadas para reduzir o maior desafio que enfrentamos hoje, que é uma dívida insustentável, pública e privada, a necessidade de desendividamento, e a necessidade de colocar a Europa no caminho correto para que seja mais competitiva e possa voltar a crescer”.

Além disso, Barroso também assegurou que “o crescimento baseado na dívida não é sustentável” e que o crescimento deve ser cimentado num “aumento da competitividade”.

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