Brexit

Bruxelas pede plano de ação às companhias aéreas

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A Comissão Europeia alerta para problemas num cenário de 'hard' Brexit.

Bruxelas pediu aos 27 Estados-membros da União Europeia (UE) que apresentem um documento com medidas para contornar as consequências de uma saída desordenada do Reino Unido da UE.

Hoje decide-se sobre o acordo negociado pelo Governo britânico com Bruxelas para garantir uma saída tranquila da UE e um período de transição até ao final de 2020, durante o qual o Reino Unido será tratado como Estado-membro e serão negociadas as futuras relações entre ambas as partes.

De acordo com o jornal espanhol Expansión, a comissária europeia para o Transporte, Violeta Bulc, pede que expliquem como é que as companhias aéreas afetadas pensam vir a cumprir os regulamentos a partir de 30 de março, o primeiro dia da UE sem Reino Unido. As companhias que não forem controladas em pelo menos 51% por um país da UE deixam de poder voar livremente no espaço europeu.

Tanto a Ryanair como a easyJet asseguram que, se necessário, eliminarão o direito de voto dos acionistas europeus para cumprir com a normativa. Ambas pediram licenças adicionais para poder operar; no caso da Ryanair, no Reino Unido, e no da easyJet, na Áustria.

“Está a aumentar o risco de um Brexit sem acordo em março e embora tenhamos um plano preparado para o pós-Brexit – inclusivamente em relação aos nossos acionistas europeus – vamos continuar a apelar a um acordo de transição para o Reino Unido e a União Europeia a partir de 31 de março de 2019 para que evitemos quais problemas nos voos dos nossos consumidores britânicos nas férias de verão deste ano”, disse recentemente ao Financial Times o responsável legal da Ryanair, Juliusz Komorek.

Já a IAG, que detém a British Airways, a Iberia, a Vueling e a Aer Lingus, ainda não esclareceu Bruxelas. Sabe-se, no entanto, que o grupo tem usado um argumento a seu favor: o facto de ser controlado maioritariamente por europeus.

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