Política Agrícola

Bruxelas quer simplificar Política Agrícola Comum e flexibilizar orçamento

Fotografia: Yves Herman / Reuters
Fotografia: Yves Herman / Reuters

Segundo Bruxelas, a Política Agrícola Comum pós 2020 deve ser simplificada e modernizada e o orçamento adequado às exigências de cada Estado-membro.

A Comissão Europeia (CE) defendeu esta quarta-feira que a Política Agrícola Comum (PAC) pós 2020 deve ser simplificada e modernizada, bem como incluir uma maior flexibilização no orçamento adequada às necessidades de cada Estado-membro.

“Entre os nossos objetivos está a simplificação e modernização da Política Agrícola Comum”, disse o diretor de estratégia, simplificação e análise política da direção-geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural (DG AGRI) da CE, Tassos Haniotis, que falava aos jornalistas durante um seminário, em Bruxelas.

No entanto, o responsável notou que a modernização e simplificação podem constituir “um desafio” para a União Europeia e para os agricultores.

Por sua vez, no que se refere ao orçamento da PAC, Haniotis adiantou que, no futuro, deve-se registar-se uma “maior flexibilidade, uma vez que “as prioridades dos Estados-membros podem refletir uma diferente alocação dos recursos”.

De acordo com o diretor de estratégia, simplificação e análise política da DG AGRI, a PAC pós 2020 deve ainda pautar-se pelo apoio ao desenvolvimento do conhecimento sobre a agricultura e por uma maior ambição no que se refere à proteção do clima e do ambiente.

Apesar de não adiantar mais detalhes, Tassos Haniotis disse ainda que é importante encontrar “uma maneira mais equilibrada de trabalhar em conjunto” com os diferentes estados.

Segundo a Comissão Europeia, a PAC pós 2020 será dotada, globalmente, com um orçamento de 365 mil milhões de euros, prevendo uma nova forma de trabalhar, uma distribuição mais justa dos apoios, maiores ambições no domínio do ambiente e utilização intensiva dos conhecimentos e da inovação.

No âmbito da PAC, a principal meta do Governo português é a manutenção da taxa de cofinanciamento nacional que, atualmente, está nos 15% e a União Europeia (UE) propõe que passe a 30%.

Para atingir este objetivo, Portugal, em conjunto com Espanha e França, subscreveu um primeiro documento de negociação, uma contraproposta à UE, contando atualmente esta posição com o apoio de mais de 20 Estados-membros.

Entre as reivindicações do Governo estava ainda a manutenção do nível de apoios no primeiro pilar (pagamentos diretos aos agricultores) e no segundo pilar (desenvolvimento rural) da PAC, metas que já atingidas.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Foto: DR

IMI baixa para mais de 24 mil famílias que pediram reavaliação

NOS

Avaria na rede da NOS está a afetar milhares de clientes

Bandeira de Angola

Ex-presidente do Fundo Soberano de Angola libertado

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Bruxelas quer simplificar Política Agrícola Comum e flexibilizar orçamento