Calçada Portuguesa fica protegida em 29 locais

Calçada Portuguesa
Calçada Portuguesa

O Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa foi aprovado por unanimidade na última terça-feira, pela Assembleia de Lisboa. Com a missão de definir uma estratégia para promover a acessibilidade em Lisboa até ao final de 2017, o Plano prevê a substituição da calçada portuguesa, em alguns espaços da cidade, mas não revela quais são as alternativas para a substituição deste pavimento.

Segundo os técnicos camarários que elaboraram o Plano de Acessibilidade Pedonal, a generalização da calçada acabou por originar importantes consequências, são elas: o uso do revestimento em ruas inclinadas, “cujo polimento acelerado do calcário torna-o escorregadio”; a maior procura de pedra conduziu “à utilização de materiais de menor qualidade”; o aumento do volume de trabalho “reduziu os tempos de execução e os preços de mercado, desencorajando o uso de mão-de-obra especializada”; e por fim, a fiscalização tornou-se mais difícil “com intervenções cada vez maiores, cada vez piores, e cada vez mais pressionadas pelos prazos”.

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Apesar da substituição do pavimento, os técnicos municipais defendem a “calçada à portuguesa, mas bem executada”. Uma das principais críticas no estudo é que características originais da calçada portuguesa “já não se encontram no pavimento que hoje se constrói” e que as mudanças têm sido “para pior”.

“A qualidade da pedra, o rigor no corte, encaixe e assentamento das peças, o cuidado posto na regularidade das suas faces e no seu emparelhamento, a permeabilidade, a facilidade de limpeza e manutenção, o baixo custo de execução e a qualidade estética”, são as principais diferenças nomeadas por quem elaborou o Plano de Acessibilidade Pedonal.

Contactada pelo Dinheiro Vivo, a Câmara Municipal de Lisboa indica os espaços onde será preservada a calçada artística. São eles:

Rua da Prata, Rua do Ouro, Rua Augusta, Largo do Chiado, Rua Garrett, Rua dos Fanqueiros, Rua do Alecrim, Praça do Duque da Terceira, Praça Marquês de Pombal, Rua de São Jorge, Praça do Império, Largo Frei Heitor Pinto, Jardim das Amoreiras, Rua do Comércio, Largo da Boa-Hora, Rua Nova do Almada, Rua Primeiro de Dezembro, Rua das Portas de Santo Antão, Rua de São José, Avenida Conde de Valbom, Entrada do Castelo, Praça do Rossio, Praça dos Restauradores, Avenida da Liberdade, Jardim de São Pedro de Alcântara, Avenida Almirante Reis, Avenida Fontes Pereira de Melo, Avenida da República e Alameda dos Oceanos.

Instaurada a polémica, já corre uma petição pública contra a retirada de calçada portuguesa em Lisboa.

O Castelo de São Jorge, a Praça do Rossio e o Largo de Camões foram os
primeiros espaços a receber a calçada portuguesa, durante o século XIX,
que rapidamente se alastrou a outros locais da capital e não só. Algumas
ex-colónias portuguesas, como Luanda, Maputo e Macau adotaram este
pavimento artístico e o famoso Calçadão, no Rio de Janeiro, é o melhor
exemplo da internacionalização da calçada portuguesa.

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