Indústria do calçado

Calçado. Assembleia de credores da Evereste agendada para 23 de abril

Calçado. Fotografia: Pedro Correia/Global Imagens
Calçado. Fotografia: Pedro Correia/Global Imagens

Fábrica de São João da Madeira acredita que "há várias soluções em aberto", designadamente a potencial entrada de um investidor

O Tribunal de Oliveira de Azeméis já nomeou o administrador judicial para a Fábrica de Calçado Evereste, Lda, de São João da Madeira, que se apresentou à insolvência na passada sexta-feira, dia 28 de fevereiro. A assembleia de credores está agendada para 23 de abril, mas a empresa, que é uma referência no concelho, acredita que, até lá, poderá encontrar uma solução, quer pela via da negociação com os credores, quer, eventualmente, pela entrada de um investidor externo.

“Há, ainda, duas ou três portas que se podem abrir, como a eventual entrada de um investidor ou até a aquisição da empresa, mas ainda está tudo muito indefinido, pelo que não nos queremos expor em demasia”, explicou ao Dinheiro Vivo fonte próxima da empresa. A Evereste, que dá emprego a cerca de 60 pessoas, apresentou-se à insolvência, como a lei o estabelece, para poder por em marcha “uma série de possibilidades de viabilização” da fábrica.

“Há várias soluções em aberto e a situação ainda pode ser revertida. E enquanto houver essa possibilidade, vamo-nos bater por ela”, prometem os responsáveis da fábrica, que, com 78 anos de existência, vai já na terceira geração familiar. “Tudo tem um ciclo, custa-nos muito a atual situação da empresa, mas estamos de cabeça erguida e temos orgulho no percurso que fizemos”, acrescenta a mesma fonte.

As dificuldades da Evereste foram conhecidas a meio de fevereiro, quando o Bloco de Esquerda deu a conhecer a existência de parte do salário por liquidar na empresa. Uma situação pontual, garantiu então André Fernandes, em declarações ao JN, lembrando que, “em 78 anos de existência a Evereste sempre pagou religiosamente aos trabalhadores no último dia de cada mês”. Entretanto, os salários já foram todos regularizados e os responsáveis da empresa vão reunir-se, amanhã, sexta-feira, com o Sindicato dos Operários da Indústria do Calçado.

A situação atual da Evereste resulta de “incumprimentos de alguns clientes” que, associados a um decréscimo da procura de calçado, ditaram “uma perda de volume de trabalho”. A empresa está a laborar a meio gás, para garantir a entrega de algumas encomendas em curso, enquanto aguarda o contacto do administrador judicial nomeado pelo tribunal.

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