Contas Públicas

Caldeira Cabral. “Não usamos o aceleramento da economia para subir a despesa”

(DR)
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Em entrevista à CNBC, o ministro da economia frisou que quer fazer descer o défice para mínimos históricos.

O crescimento económico português é sustentado, frisou o ministro da economia. Numa entrevista à CNBC esta sexta-feira, quando questionado se os recentes bons indicadores económicos de Portugal se deviam à aplicação do programa de ajustamento e à passagem da troika pelo país e, se no futuro, sem austeridade, o governo voltaria à estaca zero, Caldeira Cabral respondeu que, apesar de a situação portuguesa ainda ser precária, os indicadores estão de boa saúde.

“Nós estamos ainda em recuperação. A nossa economia acelerou muito no último ano e meio e agora está a crescer a 3%. É a segunda economia da Europa na criação de emprego e teve um aumento de 10% no investimento. É um processo de crescimento sustentado, com aumento de 12% nas exportações”, recordou, sublinhando o compromisso do executivo na consolidação das contas públicas. “Não estamos a utilizar o aceleramento da economia para aumentar a despesa pública. Pelo contrário, até estamos a reduzir o défice para mínimos históricos. Estamos muito comprometidos com a consolidação das contas públicas.”

Parte da entrevista foi muito centrada na questão da posição atual do Reino Unido na União Europeia. O ministro da economia afirmou que sempre considerou o país como essencial para uma melhor construção do projeto europeu. “Mas temos que construir uma Europa melhor, com ou sem o Reino Unido, e agora será sem. Cada estado-membro tem a sua forma de ver a situação. Nós em Portugal só pedimos que seja alcançada a melhor solução no ajustamento após a saída.”

Quando questionado acerca do processo do Brexit, que se arrasta há meses, Manuel Caldeira Cabral lembrou a antiga aliança entre Portugal e Inglaterra e o grande comunidade portuguesa no país, para depois afirmar que é necessário dar continuidade ao processo. “O que todos queremos é que estas negociações continuem, para que se encontre um equilíbrio e boas soluções para toda a gente,” assegurou o ministro, sublinhando que “não nos podemos esquecer que há uma democracia no Reino Unido, mas 27 outras no resto da Europa. (…) Todos queremos um bom acordo e um bom acordo é aquele que mantém as trocas comerciais.”

O ministro da Economia foi também questionado acerca da posição do presidente francês, Emmanuel Macron, que sendo visto por muitos como europeísta, é também por vezes acusado de forçar uma integração europeia excessiva. “O governo português vê de uma forma muito positiva as propostas do presidente Macron. Não só sobre uma maior integração europeia, como também no campo da digitalização e inovação. São políticas que também estamos a aplicar em Portugal,” Respondeu Caldeira Cabral.

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