Fórum Económico Mundial

Caldeira Cabral: “Subida é importante mas trabalho tem de continuar”

Fotografia: Gonçalo Delgado / Global Imagens
Fotografia: Gonçalo Delgado / Global Imagens

O ministro da Economia saudou a subida de Portugal no ranking da competitividade, mas salienta que o trabalho tem de continuar.

Manuel Caldeira Cabral destacou esta quarta-feira o facto de Portugal ter conquistado quatro lugares no ranking da competitividade, mas para o ministro da Economia este resultado apenas deve ser um incentivo para que o país prossiga o trabalho de melhoria do ambiente que rodeia as empresas ou os investimento.

“Não queremos que quando uma empresa se dirige a uma agência pública oiça alguém dizer-lhe que aquele não é o lugar indicado para o que pretende fazer”, precisou o ministro da Economia durante a apresentação dos resultados da mais recente edição ranking da competitividade, do Fórum Económico Mundial, que coloca Portugal na 42ª posição, entre 137 países.

Manuel Caldeira Cabral salientou o crescimento que as exportações e o investimento estão a registar (no caso do investimento os dados mais recentes indicam que teve no primeiro semestre o maior crescimento dos últimos 18 anos) e precisou que um dos maiores desafios e oportunidades que se coloca a Portugal está na qualificação e talento.

É que, enquanto na geração dos 25/35 anos, o nível de qualificação dos portugueses supera o dos alemães, na geração dos 55 aos 65 anos verifica-se um grande fosso. “É uma diferença brutal que nos coloca um grande desafio”, precisou.

Relativamente aos indicadores considerados pelos empresários residentes em Portugal que avaliaram a competitividade do país, Manuel Caldeira Cabral salientou o facto de o acesso ao financiamento ter este ano registado uma subida, deixando para trás anos a fio em que foi considerado como um dos fatores mais negativos.

Portugal passou a ocupar o 42º lugar neste ranking, sendo esta uma das primeiras vezes em que não é ultrapassado por outros países. O Fórum dos Administradores e Gestores de Empresas (FAE), a PROFORUM – Associação para o Desenvolvimento da Engenharia e a AESE Business School foram as entidades que realizaram o inquérito em Portugal ao qual responderam 140 gestores.

Entre os 118 indicadores analisados, 25% são estatísticos (nomeadamente taxa de mortalidade infantil, taxa de incidência de doenças, taxa de criminalidade, infraestruturas, utilização de tecnologias) e 75% espelham a opinião dos inquiridos.

 

 

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