Calor em fevereiro fez baixar consumo de eletricidade em 3%

Segundo a REN, o consumo de energia diminui devido às temperaturas "acima do normal" para a época.

Ao contrário do ano passado, o mês de fevereiro não deixou as famílias portuguesas a tremer de frio. As temperaturas "acima do normal para a época" tiveram como efeito a queda do consumo de energia elétrica em 3%

"Com correção dos efeitos de temperatura e número de dias úteis registou-se, ainda assim, uma contração de 1,2%", explica a REN numa nota enviada às redações.

A chuva também ficou abaixo da média para a altura do ano, "com o índice de produtibilidade hidroelétrica a não ultrapassar os 0,57 (média histórica igual a 1)".

Já na produção eólica, acrescenta a elétrica, "apesar dos novos máximos históricos registados a nível de produção diária e ponta no dia 1 de fevereiro, as condições, globalmente, foram também muito negativas, com um índice de 0,72 (média histórica igual a 1)".

Desde 2001 que a REN não registava um valor tão baixo na produção eólica no mês de fevereiro.

No segundo mês do ano a produção de energia renovável abasteceu quase metade do consumo nacional (48%), enquanto a energia não renovável representou 36% do consumo. Os restantes 17% foram abastecidos por energia importada.

No conjunto dos dois primeiros meses de 2019, as "condições negativas", segundo a REN, fizeram com que as energias renováveis abastecessem 50% do consumo nacional. A energia eólica representou 26% do total, seguida da hidroelétrica com 18%, da biomassa com 5% e da fotovoltaica com 1,7%.

A produção de energia não renovável abasteceu 41% das necessidades de energia do país, tendo sido repartida pelo gás natural com 22% e pelo carvão com 18%.

A REN destaca ainda os "valores particularmente elevados" da importação de energia que se tem registado em 2019, e que até ao fim de fevereiro abasteceu 10% do consumo dos portugueses.

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