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Camionistas voltam a reunir-se com o Governo na próxima semana

Camionistas (Steven Governo / Global Imagens)
Camionistas (Steven Governo / Global Imagens)

O encontro não tem data marcada. A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas quer debater as alterações ao contrato coletivo de trabalho.

A Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas (ANTP) vai reunir-se novamente com o Governo na próxima semana, com o objetivo de debater alterações ao contrato coletivo de trabalho (CCT).

Em declarações à Lusa, o presidente da associação, Márcio Lopes, deu conta dos resultados da reunião que teve esta quarta-feira com o executivo e da intenção de realizar novo encontro, ainda sem data, na próxima semana.

“Muitos motoristas descontam cada vez mais”, lamentou o responsável da ANTP, garantindo que a associação já levou o problema a Bruxelas e irá continuar a exercer pressão junto da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) e do Governo para mitigar estas condicionantes.

“Debatemos o pagamento em 30 dias, ainda que o Governo nos tenha dito que não consegue obrigar as empresas a pagar nestes prazos”, referiu o dirigente associativo que, ainda assim, espera que seja possível arranjar formas de mitigar o problema nos atrasos dos pagamentos.

Além disso, está em cima da mesa a suspensão da concessão de alvarás durante um período de tempo, para depois avaliar quantas empresas de facto estão a operar neste momento, adiantou Márcio Lopes.

O presidente da ANTP declarou ser importante levar a cabo uma “reorganização do setor” e que o primeiro passo é conhecer o seu universo atualmente.

O dirigente salientou que estes problemas, caso não sejam resolvidos, podem fazer com que muitas empresas não tenham condições para se manter no mercado.

Em novembro, a associação teve uma reunião “inconclusiva” com a DGERT e encontrou-se com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT) e com o secretário de Estado das Infraestruturas.

“Conseguimos alinhavar e criar uma calendarização de trabalhos que vamos promover. Nada para agora, nada em concreto que nos ajude e que nos [permita dizer que] conseguimos suportar os custos que estamos a ter nas nossas empresas”, acrescentou Márcio Lopes.

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