Capital do Móvel arranca com 150 expositores focados na exportação e nos mercados emergentes

A 39.ª edição da feira de mobiliário de Paços de Ferreira - Capital do Móvel arrancou hoje com 150 expositores focados na

exportação e nos mercados emergentes de Moçambique, Angola,

Brasil, México, Peru e Ásia.

"O nosso principal mercado é Espanha, que caiu muito, e

estamos a tentar atenuar com outros mercados

emergentes, como Moçambique, Angola, Brasil, México, Peru e Ásia",

afirmou o presidente da Associação Empresarial de Paços de

Ferreira (AEPF), Helder Moura, à margem da inauguração oficial do

certame.

Segundo referiu, o setor português de mobiliário exporta cerca

de 80 por cento da produção tendo, em 2010, ultrapassado a fasquia

dos 1.000 milhões de euros nas vendas para o exterior.

A meta para este ano passa, "pelo menos, pela manutenção",

já que o "emagrecimento na ordem dos 30 a 40 por cento do

mercado nacional" tem vindo a ser compensado pela subida de

outros mercados, como o francês, que "cresceu muito".

Já em Espanha, disse Helder Moura, "a crise afetou muito a

indústria de mobiliário local, o que abre um pouco as portas ao

mobiliário português".

Garantindo que na relação qualidade/preço o mobiliário

nacional "sai claramente vencedor" relativamente aos

principais concorrentes, como Itália, o dirigente empresarial admite

que são as exportações que "têm assegurado a viabilidade do

setor", mas destaca que "tem havido sinais bastante

positivos que deixam os empresários otimistas para o futuro".

Com 150 expositores distribuídos por três pavilhões e 15.000

metros quadrados de área de exposição, a 39.ª Capital do Móvel

decorre de hoje até 02 de setembro e espera receber 30 a 35 mil

visitantes, 30 por cento dos quais espanhóis, sobretudo da Galiza e

das Astúrias.

A este propósito, Helder Moura lamentou o modelo "extremamente

complicado para os visitantes galegos" do pagamento das

portagens na ex-SCUT A44, que serve a região, e prometeu "manter

a luta" contra a introdução deste pagamento.

Segundo salientou a organização, a capacidade expositiva da

feira -- que decorre no Parque de Exposições de Paços de Ferreira,

recentemente remodelado - está esgotada desde há um mês e meio,

sendo "a forte presença dos empresários um sinal de

confiança".

Na sua intervenção na sessão oficial de inauguração da feira,

o ministro da Defesa Nacional, Aguiar Branco, equiparou o país a

"uma grande empresa", cujas "condições" básicas

de viabilidade são "ter as contas equilibradas", "ter

um rumo estratégico" e "ter consciência social".

"Nas empresas e no país é preciso resistir às pressões,

ter nervos de aço e não ceder", afirmou aos empresários

presentes, sustentando que "nenhum Governo deseja ter como

objetivo da sua política a austeridade", mas que só com a

"restauração da confiança" no país será possível

voltar a aceder ao crédito internacional.

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