Ciência

Carlos Moedas insta cientistas a gritarem pela ciência e a manifestarem-se

Carlos Moedas,  comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação. Fotografia: Artur Machado/Global Imagens
Carlos Moedas, comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação. Fotografia: Artur Machado/Global Imagens

O comissário europeu Carlos Moedas desafiou hoje os cientistas a "não terem medo de gritar pela ciência" e a manifestarem-se.

Carlos Moedas desafiou hoje os cientistas a “não terem medo de gritar pela ciência” e a manifestarem-se, porque “sem ciência não há paz, não há democracia e não há futuro”. O comissário europeu para a Investigação, Ciência e Inovação participou hoje, em Lisboa, na Marcha pela Ciência, iniciativa global criada para celebrar o papel da ciência na sociedade.

Carlos Moedas referiu, durante a marcha que juntou em Lisboa centenas de pessoas, nunca ter visto, em dois anos e meio como comissário, cientistas a manifestarem-se à sua porta em Bruxelas. No entanto, foi no mesmo período que viu ser feita na Europa “a melhor ciência do mundo”. O comissário destacou a quase ignorada criação da primeira vacina contra o ébola e a descoberta de novos planetas por um europeu, que – lamentou Carlos Moedas – a imprensa atribuiu à NASA.

Além do comissário europeu, os manifestantes puderam ouvir a professora e investigadora Maria Mota, diretora do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, afirmar que a ciência é a principal ferramenta ao serviço da humanidade.

Olga Pombo, professora e investigadora da Universidade de Lisboa, foi muito aplaudida quando disse que a ciência deve ser financiada publicamente e que os cientistas e a sociedade em geral não devem querer laboratórios “comandados por generais e homens de negócios”.

Alexandre Quintanilha, professor e deputado, lembrou os avanços ao longo dos séculos promovidos pela inovação social, tecnológica e humana, do direito de voto das mulheres ao aumento para o dobro da esperança de vida em apenas um século. Frisando que todos os partidos no parlamento apoiam a ciência, o deputado também instou os presentes a manifestarem-se, a levarem as suas ideias à Assembleia da República e a continuarem a lutar pelo conhecimento, “forma de diluir as mensagens tóxicas que pessoas como Donald Trump”, Presidente dos Estados Unidos, transmitem todos os dias.

A Marcha pela Ciência decorreu hoje durante toda a tarde, com outras iniciativas em vários pontos do Chiado e Bairro Alto, como atividades interativas, conversas com cientistas e debates.

 

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