Carlos Moedas quer acelerar a inovação e por tecnologia ao serviço dos mais velhos

"A recuperação vai depender da atitude das empresas, dos recursos humanos, da diversidade que conseguem trazer, e das ideias e inovação que vem com tudo isso. Mas devemos acelerar essa inovação", afirma o candidato à câmara de Lisboa na conferência Collision.

Carlos Moedas, o ex-ministro e comissário europeu, administrador da Gulbenkian e, agora, candidato à câmara de Lisboa pelo PSD, falou esta terça-feira na conferência digital Collision 2021 - evento da América do Norte da Web Summit que começou hoje - a respeito da recuperação económica no pós-pandemia.

A pandemia da covid-19 dizimou as economias num nível amplo e global. Por isso, a cooperação internacional e o apoio governamental significativo são fatores essenciais para uma possível reconstrução, admite.

No caso de Portugal, e na perspetiva de Carlos Moedas, o confinamento inicial aconteceu de forma "muita lenta" e, para o atual candidato à câmara de Lisboa, "agora a abertura está a ser, provavelmente, muito rápida".

No entanto, reconhece que este é um "equilíbrio muito difícil de encontrar, e que não é uma questão de política ou ideologias, mas sim sobre como os políticos reagem ao aconselhamento de especialistas, médicos e cientistas", considerando que esse deve ser sempre o parecer "mais importante neste tipo de pandemias, agir com base nesses veredictos".

Essa é a única forma que temos para ajudar os empresários, os negócios e as pessoas e, se necessário "voltar atrás nas medidas de desconfinamento" ou pelo menos recuperar e "atingir uma economia mais circular".

Numa nota de concordância com a ministra do Canadá Mary Ng, também presente na mesma conversa, Carlos Moedas afirma que se o objetivo é chegar a uma "economia mais circular, sustentável e digital, a questão da diversidade torna-se essencial". "Penso que os países que compreendem isto, e que apostam fortemente nessa diversidade, nomeadamente os nórdicos da Europa, a recuperação vai acontecer de uma forma totalmente diferente", acrescenta ainda.

No seguimento da ideia anterior, o ex-comissário europeu reforça que esta diversidade não deve considerar apenas as "mulheres, mas também as minorias e os mais jovens".

O papel da tecnologia na recuperação socioeconómica

Neste momento, de acordo com Carlos Moedas, a tecnologia deve ser percecionado como uma ferramenta de apoio social que "ajuda as pessoas", nomeadamente uma população mais envelhecida que ressente de forma mais expressiva o isolamento provocado pela pandemia.

Por tal, parte do investimento direcionado para as empresas deve visar esse mesmo fim, o desenvolvimento tecnológico mais direcionado para o social, e para as vantagens que pode trazer na ligação e combate ao isolamento.

Por outro lado, e numa perspetiva mais positiva do impacto pandémico, o candidato afirma que tem sido "maravilhoso ver o boom da inovação", nomeadamente em empresas e startups que sentiram a necessidade de se readaptar, e acredita que resposta e o resultado da recuperação se prendem em muito com esse fator.

"A recuperação vai depender da atitude das empresas, dos recursos humanos, da diversidade que conseguem trazer, e das ideias e da inovação que vem com tudo isso. Mas é certo que devemos acelerar essa inovação", acrescenta ainda.

Esta é uma das coisas que, como candidato à câmara, e possível presidente, afirma querer "colocar na agenda da cidade".

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