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Carris aumentou circulação para fazer face à greve de taxistas

Carris e Metros de Lisboa concessionados por oito anos

Desde as 04:00 da manhã desta quarta-feira, a Carris colocou mais quatro autocarros em circulação entre o Aeroporto e o Marquês de Pombal.

A Carris aumentou hoje a circulação de autocarros entre o Aeroporto e o Marquês de Pombal, em Lisboa, devido à greve de taxistas contra a entrada em vigor da lei que regula as plataformas eletrónicas de transporte.

Numa nota enviada à Lusa, a Carris salientou que o plano implementado desde as 04:00 de hoje “implica a circulação de mais quatro autocarros (entre o Aeroporto e o Marquês de Pombal), com motoristas a cumprir serviço extraordinário, de forma a não existir qualquer redução de serviço nas restantes linhas regulares”.

“As zonas de maior atenção incidem sobre o Aeroporto e locais de concentração dos táxis (todo o eixo desde os Restauradores até ao Marquês de Pombal e Entrecampos), mas igualmente nas zonas adjacentes, onde eventuais perturbações possam vir a ter consequências”, salientou a empresa.

Segundo a Carris, a avaliação das perturbações na circulação “será contínua e permanente”, através de inspetores destacados para o Aeroporto e móveis ao longo de toda a cidade, e dos próprios motoristas.

Os taxistas manifestam-se hoje em Lisboa, Porto e Faro contra a entrada em vigor, em 01 de novembro, da lei que regula as quatro plataformas eletrónicas de transporte que operam em Portugal — Uber, Taxify, Cabify e Chauffeur Privé.

Desde 2015, este é o quarto grande protesto contra as plataformas que agregam motoristas em carros descaracterizados, cuja regulamentação foi aprovada, depois de muita discussão, no parlamento, em 12 de julho, com os votos a favor do PS, do PSD e do PAN, os votos contra do BE, do PCP e do PEV, e a abstenção do CDS-PP.

A legislação foi promulgada pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, em 31 de agosto.

Os representantes do setor do táxi enviaram à Assembleia da República um pedido para serem hoje recebidos pelos deputados, a quem vão pedir que seja iniciado o procedimento de fiscalização sucessiva da constitucionalidade do diploma e que, até à pronúncia do Tribunal Constitucional, se suspendam os efeitos deste, “por forma a garantir a paz pública”.

Um dos principais ‘cavalos de batalha’ dos taxistas é o facto de na nova regulamentação as plataformas não estarem sujeitas a um regime de contingentes, ou seja, a existência de um número máximo de carros por município ou região, como acontece com os táxis.

Desta vez, os táxis mantêm-se parados nas ruas e não realizam uma marcha lenta. Durante a manhã, mais de 1.300 carros concentraram-se nas três cidades, segundo a organização: mais 1.000 em Lisboa, cerca de 200 em Faro e perto de 100 no Porto.

A dois dias da manifestação, o Governo enviou para as associações do táxi dois projetos que materializam alterações à regulamentação do setor do táxi, algo que os taxistas consideraram “muito poucochinho”, defendendo que o objetivo do Governo foi “desviar as atenções” da concentração nacional de hoje.

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