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Carta pede que BCE “atue de imediato” contra as alterações climáticas

Christine Lagarde, presidente do BCE. REUTERS/Ralph Orlowski
Christine Lagarde, presidente do BCE. REUTERS/Ralph Orlowski

Numa carta dirigida a Christine Lagarde, especialistas e ativistas alertam que, se não forem tomadas medidas, as perdas podem ir até 22 mil milhões.

Um total de 100 académicos e 60 associações europeias enviaram uma carta a Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE), para que que esta aja “imediatamente”, na luta contra a mudança climática, noticia o El País, esta quinta-feira. Os especialistas pedem que o BCE “não compre ativos de forma massiva a empresas envolvidas em indústrias poluentes, pedindo ainda que “sob a sua liderança, o BCE apoie operações de expansão e refinanciamento em investimentos verdes”.

O grupo de especialistas e ativistas, a maioria associados à Finance Watch – associação dedicada a fazer com que as finanças sirvam a sociedade -, exige que Christine Lagarde dê um passo em frente no combate às mudanças climáticas.

Na missiva, é lembrado o discurso da líder do BCE no Parlamento Europeu, onde se comprometeu a colocar a proteção do ambiente no centro das tarefas que lhe dizem respeito.

“Se não forem aplicadas medidas de mitigação robustas, os riscos físicos relacionados com as mudanças climáticas podem causar perdas de até 22 mil milhões de euros em ativos financeiros globais.

Câmbio radical de fluxos financeiros

O grupo pede “uma mudança radical nos fluxos financeiros na direção a uma transição energética de baixo carbono e socialmente justa”, sendo que admitem que será difícil “sem que os bancos centrais redirecionem ativamente o sistema financeiro na direção certa”. O objetivo será ter uma economia mais sustentável e a criação de emprego em setores menos poluentes.

“Em nome da neutralidade do mercado”, o BCE “continua a comprar ativos a indústrias relacionadas com combustíveis fósseis”, lembra.

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